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domingo, 1 de agosto de 2010

Entrevista com a banda Disiplin

Now I'll post the English version too. This is the portuguese version. Bellow follows the original English version.
Apartir de agora postarei a versão em inglês também. Essa é a postagem em português. Abixo dela segua a original em inglês.


WEGWISIR - Primeiramente, gostaria de agradecer a oportunidade dessa entrevista.
WELTENFEIND - Sem problemas, fico feliz com isso.


WEGWISIR - Fale um pouco sobre o Disiplin. Influências, ou qualquer outra coisa...
WELTENFEIND - Bem, Disiplin foi formada no verão de 2000, após uma tour que fiz com Myrkskog. Deixei a Myrkskog logo após essa tour e iniciei minha própria banda, aonde eu teria o total controle. O estilo e a ideia por detrás da banda, e que deveria ser uma banda Black Metal.


WEGWISIR - A banda vem mudando o estilo sonoro aos poucos desde a primeira demo, pode-se notar. Mas o último CD do Disiplin segue uma linha bem diferente dos anteriores, que lembra bastante o teu projeto paralelo que leva teu nome, Weltenfeind. A que se deve essa mudança?
WELTENFEIND - Musicalmente e liricamente continuou sendo consistente como a demo, e como o primeiro e segundo álbum. Liricamente e visualmente eu queria somente que fosse Black Metal, e queria que as pessoas experimentassem algo genuíno. Então pesquisei e escrevi sobre isso. Musicalmente eu estou extremamente orgulhoso com os álbuns, mas liricamente e visualmente eu os acho infantis e imaturos. O novo álbum é musicalmente uma progressão natural sobre o que Disiplin está envolvida. Uma reflexão minha como compositor. Liricamente e visualmente a banda está envolvida com o NSBM. Eu acordei do torpor depois que me tornei pai, e isso refletiu sobre a Disiplin. Disiplin agora tem significado e finalidade. Não somente entretenimento.


WEGWISIR - Considerada como NSBM, Disiplin segue temática bem diferente do que a que vemos normalmente. Não se fala claramente sobre política, muito menos trata o "paganismo racial" do mesmo modo que a maioria da bandas. Isso é devido a alguma linha esotérica ou somente para quebrar os padrões que conhecemos nesse mundo de ilusões e mentiras?
WELTENFEIND - Sim, não sigui nenhuma fórmula e criei minha própria banda de NSBM. Não faço nada para ser diferente, apenas saí do caminho. Acho que artistas genuínos estão sempre "separados" do resto, e assim acabam tendo algo original a oferecer.



WEGWISIR - As músicas do Disiplin seguem uma linha esotérica que bem parecida com o que seguiam os místicos do III Reich, mas claramente, direcionada para o fim dos tempos. Precede? O que podemos dizer sobre a época em que vivemos? E sobre o Kali Yuga?
WELTENFEIND - Bem, estamos na Idade das Trevas, no Kali Yuga, no Ragnarok. O fim dos tempos. E tudo tende a piorar. Depois do colapso do Mundo Moderno, um novo e brilhante deverá surgir.


WEGWISIR - Alguns dos últimos trabalhos do Dissection aparentemente também seguiam para esse lado, como em Maha Kali, por exemplo. Se não fosse pelo fim da banda na época, teria sido esse o novo rumo da banda?
WELTENFEIND - Dissection foi puramente satanista. E não tinha nada a ver com Disiplin, nem nos últimos 5 anos. Dissection foi musicalmente brilhante.


WEGWISIR - Em Anti-Life existem 2 músicas que chamam atenção, que são Orthodox Devil Worship e Chaos Triumphator. Trechos de cânticos usados em ritos pervertidos vindos da cultura africana, cantados em português - tais ritos são vulgarmente conhecidos por "macumba". Outra música, chamada Quimbanda, também chama atenção pelo nome africano. Qual o motivo desse "interesse"?
WELTENFEIND - Sim, eu incoporei trechos idiotas, infantis, satânicos e sem noção. Supostamente era pra ter sido Black Metal, então toda essa merda me pareceu apropriada. Mas que se foda isso.


WEGWISIR - O que podes dizer sobre a situação do movimento NS na Europa e "no mundo"?? E do próprio NSBM?
WELTENFEIND - Eu acho que o movimento NS possa criar mudanças reais, mas temo que nosso tempo já tenha se passado. Penso que nosso principal objetivo hoje é permanecermos incorruptíveis para as forças do Kali Yuga. Toma conta de amigos, camaradas, da famíla e até do seu amor. Proteja, isole, cerque. NSBM é arte e propaganda, intencionado a inspirar, acordar e dar gás para alguns poucos que continuam não sendo corrompidos pelo Mundo Moderno.


WEGWISIR - Atualmente "in der ganze Welt" podemos ver uma cena Viking Metal modista com bandas que não seguem qualquer movimento decente a fãs totalmente insanos e idiotas que se interessam somente pela fantasia e contos de fadas, em sua maioria. Boa parte dessas bandas também se interessam somente pela fantasia gerada por essas histórias, sem nenhum motivo racialista, político ou mesmo espiritual. O que se pode dizer sobre isso?
WELTENFEIND - Bem, isso é somente entretenimento para eles. São essas drogas que protegem suas mentes dos problemas reais que enfrentamos nas nossas vidas. Alguns podem até criar uma música legal, mas é só isso.


WEGWISIR - Voltando ao assunto esotérico. Como é a situação na Noruega e no restante da Europa?
WELTENFEIND - Aqui onde vivo está ok, mas está indo ladeira abaixo. A doença vem se propagando. Mudei-me para a minha "cidade" de infância a muitos anos e estou feliz com o que fiz. Não quero que meus filhos cresçam em um inferno multicultural.


WEGWISIR - No Brasil existe um problema grave, pois aqui vemos algumas atrocidades, como pessoas de "linhagem desconhecida" se pintando como jogadores de futebol americano, usando Kilts celtas e falando coisas idiotas que não tem ligação alguma com qualquer cultura européia. Temos também, aqui na América do Sul, movimentos esotéricos e racialistas, assim como também estúpidos "vikings feitos pela mídia", neonazis "sem raça" e também pessoas "eXotéricas autopromovidas" em alguns movimentos. O que poderias falar sobre essas pessoas de linhagem desconhecida que querem ser divinas quando não possuem um espírito livre ou divino? Pessoas que estão sempre buscando autopromoção, coisas egoístas ou sentimentos.
WELTENFEIND - Sim, as pessoas são assim mesmo. Todo movimento atrai pessoas desse tipo também. Mas tenho certeza de que usar esse tipo de gente. Homens bomba, talvez.


WEGWISIR - Já vi que existe um material novo do Disiplin a ser anunciado. Existe uma data prevista? O que podemos esperar desse novo trabalho?
WELTENFEIND - Bom, há uma surpresa a caminho esse ano, de que não falarei muito a respeito nesse momento. Depois de "ME NE FREGO!" e do split com Pantheon (US). Podes esperar algo como NSBM frio, áspero e meditativo. Algo como HHG, só que mais evoluído. Clips de "ME NE FREGO!" estão disponíveis on-line na minha conta do Myspace.


WEGWISIR - Para encerrar, alguma declaração ou algo que não lhe foi perguntado mas que é importante que os leitores ou ouvintes saibam?
WELTENFEIND - Apóiem o Martelo do Black Metal Nacional Socialista!
www.thepaganfront.com

Apóiem Disiplin!
www.wolf-axis.com www.myspace.com/wolfaxis


Pelo Sangue, pelo Solo e pelos Deuses!
WELTENFEIND
DISIPLIN


WEGWISIR - Obrigado novamente pela oportunidade.


SAL UND SIG!

Interview with Disiplin

Now I'll post english version too.
Apartir de agora postarei a versão em inglês também.


WEGWISIR - At first, thank you for this opportunity.
WELTENFEIND - No problem, I am happy to do it!


WEGWISIR - Could you talk a litle about Disiplin? Like influences or another stuff...
WELTENFEIND - Well, Disiplin was formed the summer of 2000, after I had been on tour with Myrkskog. I left Myrkskog shortly after that tour, and started my own band, as I wanted total control over it. The style and idea behind the band then, was that it should be a Black Metal band.


WEGWISIR - The band (Disiplin) are always "mutating" since the first demo, we can see. But the new album is in a diferent line from your others works, that reminds so mutch your side-project "Weltenfeind". Why is this change?
WELTENFEIND - Musically and lyrically it stayed pretty consistent for the demo, and first and second full-length. Lyrically and visually I just wanted it to be Black Metal, and I wanted people to experience something genuine. That is I researched what I wrote about. Musically I am extremely proud of the albums, but lyrically and visually I find them childish and immature.
The new album is musically a natural progression of what Disiplin has evolved into. A reflection of me as a composer.
Lyrically and visually the band has evolved into NSBM. I awoke from slumber after I became a father, and this is reflected in Disiplin.
Disiplin has now Meaning and a Purpose. Not just entertainment.


WEGWISIR - Considerated by the fans as "NSBM", Disiplin follows diferent themes than we normally find. No clearly "political talking", nor shows any "racial paganism" like the most of other bands. This is due to some esoteric line or only about run away from the common "modismus" in a world of lies and illusions?
WELTENFEIND - Yes, I do not follow any formula, and create my own brand of NSBM. I do not set out to be different, but it just turns out that way. I think genuine artists will always "stick out" from the rest, as they have something original to offer.


WEGWISIR - The Disiplin music apparently follows an esoteric line that reminds the III Reich's Mystics, but cearly directed to the end of the times. Proceed? What can one speak in these times. About Kali Yuga.
WELTENFEIND - Well we are in the Dark Ages, in Kali Yuga - in Ragnarok. These are the end-times. It will only get worse. After the collapse of the Modern World, a new and brighter one will arise!


WEGWISIR - Some of the last works of Dissection apparently shows the same direction that Disiplin follows, like Maha Kali, for example. If the band didn't split-up, would the band (Dissection) followed on this way?
WELTENFEIND - Dissection was purely satanic. It has nothing to do with what Disiplin has been about the last five years. Dissection was musically brilliant!


WEGWISIR - In the full-lenght "anti-life" 2 songs sounds weird for us. "Orthodox Devil Worship" and "Chaos Triumphator". With parts of african perverted rites, that was sung in portuguese. These rites are commonly called "macumba" in the most part of Brazil like where live many niggers. And another song called "Quimbanda", that also came from the african culture. Why is this "interest"?
WELTENFEIND - Yes, I incorporated all sorts of idiotic and childish satanic nonsense. It was supposed to be black metal and all that shit seemed appropriate. But fuck that!


WEGWISIR - What can one speak about the NS movement in Europa and in "world"? And about the NSBM?
WELTENFEIND - I wish the NS movement could be able to create real change, but I fear our time has passed. I think our main objective now is to remain uncorrupted by the forces of Kali Yuga. Take care of friends, comrades, family and the ones you love. Protect, isolate and insulate. NSBM is art and propaganda intended to inspire, awaken, and give fuel to those few who still have not been corrupted by the Modern World.


WEGWISIR - Actually "in der ganze Welt" we can see a modist Viking Metal's scene with bands that doesn't follow any "decent movement" and totaly out of mind and stupid fans interested only in fantasy and fairy tales, mostly. And most of these bands are interested only on fairy tales also, without concern on racialism, politcs or even spiritual meanings. What can one speak about this?
WELTENFEIND - Well, this is just entertainment for them. These are all drugs, that keep their mind of the real problems that face our lives. Some of them might create ok music, but that is it.


WEGWISIR - Back to the esoteric topic. How is the "current situation" on Norway and in rest of Europe?
WELTENFEIND - Where I live is ok, but it is going downhill. The disease is spreading. I moved back to my childhood "city" many years ago, and I am happy I did. I do not want my kids to grow up in a multi-cultural hell.


WEGWISIR - In Brazil and in the rest of South America one can see a big serious racial problem, and bizarre situations like "non-bloodlined" people painted theirselves like american football players at the same time that they're using celtic kilts and talking stupid things that has nothing to do with any european culture. Here in South America one can see esoteric and racialist movements, but also stupid "made vikings" and "raceless" neonazis and also "eXoteric autopromoted" people in some movements. What could you speak about these "non-blodlined" people that wanna be divine when they have no free or divine spirit? People that search always for selfpromotion or egoist stuff and feelings.
WELTENFEIND - Yes, people are like that. Every movement attracts people of this kind. But there can be use for such people I am sure. Suicide bombers perhaps.


WEGWISIR - I saw new Disiplin's works is to be announced. When will be released? What can we expect of this craft?
WELTENFEIND - Well there is a surprise coming this year, which I will not speak much about now. After that "ME NE FREGO!" and the split with Pantheon (US). You can expect Cold, Harsh and Meditative NSBM. Something like HHG, but evolved even further. Clips from "ME NE FREGO!" are online at my myspace account.


WEGWISIR - To finish. Do you have any declaration or comment that i haven't asked but do you consider important to the readers or listeners?
WELTENFEIND - Support the Hammer of National Socialist Black Metal!
www.thepaganfront.com
Link
Support Disiplin!
www.wolf-axis.com www.myspace.com/wolfaxis

For Blood, Soil and the Gods!
WELTENFEIND
DISIPLIN


WEGWISIR - Thank you again for this oppotunity.


SAL UND SIG!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

VII Batallón de la Muerte


Abaixo segue uma entrevista feita com a banda argentina, "VII Batallón de la Muerte". A entrevista é sequencial e autoexplicativa, então não se faz necessária uma introdução....


WEGWISIR - Bom, vejo que seu projeto possui muita influência da banda Absurd, da Alemanha. Tanto que tens inúmeros covers. Seu projeto começou devido a esses covers, ou os mesmos vieram após algum tempo do projeto?
VII BdLM - No início eu não era capaz de compor minhas próprias músicas, então comecei com alguns covers. E Absurd foi a maior influência que eu tive. O projeto da banda começou realmente quando lancei as primeiras músicas de "La Restauración" ao fim do ano de 2007.


WEGWISIR - No site oficial da sua banda, há um informativo sobre o álbum chamado "Der große Tod", assim como a promo. Esse álbum será composto pela promo e mais os demais covers presentes nos outros albuns, ou também por novos covers? E por que gravar um album somente com covers?
VII BdLM - O novo álbum deverá ter uns 17 covers do Absurd e talvez 2 músicas próprias. Existem outros covers, não só os que já usei em outros álbuns, por exemplo: “Wenn Walküren Reiten”, “Wolfsblut”, “Verlassen”, “Für Germanien” entre outras. Decidi gravar esse tributo ao Absurd para mostrá-los meu respeito e admiração, tentando fazer esses covers da melhor forma que eu puder. Isso é algo que acho que ninguém fez ainda, então acho ser uma boa ideia para um tributo.


WEGWISIR - Assim como existe essa promo só com covers, pode-se ver também que os outros lançamentos da banda possuem estilos diferentes, como no "La Restauración", que ao meu ver é praticamente todo Ambient Black Metal, e o "Orden Nacional", que também diferente dos demais. De modo diferente, o Absurd também costumava fazer isso, principalmente na "nova" formação da banda. Pode-se dizer que essas mudanças também são influências do próprio Absurd?
VII BdLM - Não haverão mais álbuns como "La Restauración", pois quando o gravei, eu estava limitado a criar músicas instrumentais e marciais. Após esse álbum, ganhei mais experiência e comecei a gravar "El Libertador", que mostrava um estilo de música completamente diferente do "VII Batallón de la Muerte". Por falar nisso o próximo ábum, "Semper Patriae Servire Praesto", será muito mais violentos que os antigos e quase todas as músicas terão vocal. Essas mudanças não foram influenciadas pelo Absurd, mas sim pela experuência que me ajudou a melhorar a qualidade das músicas e inspiração.


WEGWISIR - Podemos ver, com os trabalhos da banda, uma visão de "extrema-direita" (como fica conhecida). A atual situação política e financeira da Argentina é propícia a movimentos desse tipo?
VII BdLM - As letras e todo o mais são influenciadas por Nacionalismo, Valores Militares, História e Restauração da Nossa Pátria, e não a fatores econômicos. É calro que a economia está relacionada a diversos problemas, mas não escrevo diretamente sobre isso. Isso é uma declaração de guerra à todas as monstruosidades que caminham sobre solo argentino, e é claro que não espero muito afeto vindo do lado deles.


WEGWISIR - Podemos considerar a VII Batallón de la Muerte como NSBM?
VII BdLM - Não, pois eu geralmente só falo sobre a Restauração dos antigos e lendários valores da minha Pátria. Quase todas as letras estão relacionadas com épocas anteriores ao século XX, e algumas outras sobre o atual presente. Essa é uma das razões pela qual eu simplesmente a defino como "Elitist Nationalist Black Metal". Outros motivos são o jeito de realizar essa Restauração, assim como o modo de expressar isso nas letras, artwork e tudo mais que for criado pela banda. Deves saber que o verdadeiro Patriotismo e Nacionalismo tem os mesmos sentimentos mútuos. Então, se o VII Batallón de la Muerte for ouvido por esses verdadeiros patriotas, eu fico extremamente agradecido.


WEGWISIR - Como anda a cena NSBM na Argentina? Existe algum tipo de ativismo, mesmo que extra-oficialmente?
VII BdLM - O maior e mais conhecido grupo é o "Southern Elite Circle", e pelo que sei é oficial. Existe uma compilação do "Southern Elite Circle" que foi lançada pela "Dark Hidden Productions", uma orgulhosa apoiadora do "The Pagan Front".


WEGWISIR - A Argentina, assim como o Sul do Brasil (embora em menor número), se tornou lar de inúmeros ex-combatentes e heróis de guerra alemães, após o término da II Guerra. E assim como no Brasil e no Chile, na Argentina existem diversas colônias germânicas. Essas colônias ainda cultivam as tradições? Esses ex-combatentes continuaram influenciando essas colônias enquanto vivos?
VII BdLM - Sim, e a maioria dessas colônias não estão alocadas na capital do nosso país, mas em algumas províncias, como na de Córdoba. Se algum dia viajares pela "Villa General Belgrano", verás como o povo alemão e os ex-combatentes influenciaram as colônias.


WEGWISIR - Voltando às suas influências. A banda Absurd é fortemente influenciada por temas como o "paganismo". Podemos dizer o mesmo da VII Batallón de la Muerte?
VII BdLM - As influências da banda são baseadas na história da Argentina e em como nossos antigos e bons valores foram destruídos. Por enquanto, devo expressar todos esses conceitos antes de todo o resto. Mas depois disso existe uma série de temas a se expor. Mas a prioridade e o principal tema sempre foi "a Restauração da Pátria".


WEGWISIR - Existem movimentos "pagãos" na Argentina? Eles são sérios ou são formados por "crianças" modistas?
VII BdLM - Sim. E existem ambos, porém os idiotas não devem ser chamados assim. Alguns deles usam o paganismo como desculpa para suas vidas de degradação em todos os aspectos, pois não passam de tipos como hippies. Conheço alguns grupos, e posso falar que o "Tyr Order" é o mais sério e possui também subdivisões.


WEGWISIR - Para terminar, sua banda é formada somente por você. Isso é devido à alguma ideia misantrópica ou por não achar pessoas com o mesmo pensamento para formar a banda?
VII BdLM - A razão disso é que é quase impossível encontrar pessoas com as mesmas ideias, objetivos e foco musical que eu tenho. Mas isso se deve ao momento, pois existe a chance de um grande camarada fazer parte da formação de "VII Batallón de la Muerte". E falando nisso, ele foi o cara que desenhou o Dogo Argentino na capa do "Orden Nacional", e também é muito compromissado com a banda.


WEGWISIR - Muito obrigado pelas respostas, camarada.
VII BdLM - Agradeço pela entrevista. E desculpe pelo atraso. [...]


Site da banda: http://www.viibatallondelamuerte.com/
Na página inicial da banda está disponibilizado o link para download da promo "Der große Tod", contendo 3 covers da banda Absurd.


Abaixo, a capa citada do single "Orden Nacional".



Sal und Sig!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

GoatPenis















Entrevista feita com Sabbaoth, da banda GoatPenis.


WEGWISIR: Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a oportunidade de ter essa conversa que se seguirá. Gostaria também de dizer que não pretendo fazer questionamentos comuns que vemos, como sonoridade, formação ou influências musicais. Pretendo focar somente em assuntos, digamos, de idealismo. Agora, sem muitas explicações, gostaria de começar com as perguntas.
SABBAOTH: Obrigado pela consideração em nos conceder esta entrevista.


WEGWISIR: Goatpenis é uma banda conceituada aqui e no exterior - creio que até mais no exterior - e que passa um visão extremista, pregando o ódio e a destruição em relação ao lixo que conhecemos como humanidade. Mas isso nunca fica realmente bem definido quando falado. Quais são, perante os olhos da banda, os reais alvos? Seriam mesmo todos? Ou isso refere-se mesmo ao conceito de sociedade degenerada em que vivemos?
SABBAOTH: SIM, TODOS. Talvez dos 7.000.000.000 de ratos humanos no planeta apenas 0,005% sejam decentes. É muito pouco considerando o planeta todo. Não vale a pena. O câncer deve ser extirpado 100% da carne ou ele volta.


WEGWISIR: A destruição seria mesmo uma salvação? Ou seria somente um ataque contra o "criador" ou contra o ato da "criação", tão defendido pelos lixos que vivem na sociedade atual?
SABBAOTH: Creio que sim. A destruição total é um caminho para o fim desta hipocrisia. O lodo social existiu sempre, desde os gregos e a tendência é sempre a ser esta decadência viva. Não acredito em criador, apenas na criação ao acaso de uma existência estúpida devido os seres humanos.


WEGWISIR: Em 2002 vocês lançaram uma compilação chamada "Trotz verbot nicht tot" - que em português seria algo como, "apesar de proibido, não está morto". Esse termo, segundo relatos, era uma canção da oposição, comunista, na Alemanha. Mas ironicamente ouvimos nesse album um dos maiores discursos do Führer como introdução da música Zyklon-B. Hoje, essa frase é usada por muitos militantes de extrema direita na Alemanha, principalmente no antigo lado "oriental". Qual foi o real intúito desse título?
SABBAOTH: Este título fora sugerido pelo nosso grande amigo e distribuidor inicial na Europa, o velho Janseen da Bélgica. Ele tinha um projeto falido de banda e este era o nome de uma das músicas dele. Ele disse que achava o título muito bom e caso quiséssemos utilizá-lo seria nosso. Como na época não dávamos tanta relevância ao título do material aceitamos em consideração aos anos que ele ajudou a divulgar a banda. Desconhecia o teor da frase e se é utulizada por militantes. Nunca procurei por detalhes sobre o título pois é apenas um título e nada mais. Pra mim não diz muita coisa. Qualquer título, frase ou palavra pode servir para militantes assim como para títulos de CDs, etc. Se uma banda, por exemplo, usa como título "SATAN", não quer dizer que a banda participa de rituais de magia negra ou entidades ligadas a isso, é pura fantasia.


WEGWISIR: Hoje vemos que a maioria das pessoas, tanto no meio do Black Metal quanto no meio de "seitas satanistas", seguem ou conhecem uma "religião satanista" baseada nos deturpados conceitos de demônios criados na idade média pela Igraja Católica - esses demônios eram formados apartir de entidades judáicas, inclusive muitas delas, personificações do próprio JHVH, conforme pode ser visto em qualquer material que trate sobre esoterismo ou Kabalah. Nos trabalhos antigos da banda, podemos notar uma influência muito grande do anti-cristianismo, chegando até a fazer referência ao satanismo pelo olhar de alguns. Essas temáticas eram abordadas pela banda somente para se opor ao cristianismo ou havia algo a mais?
SABBAOTH: Era apenas escárnio religioso. Não tínhamos ligações com seitas e estas organizações. Quando tínhamos 19 ou 20 anos estes temas eram significativos para nós. Hoje são apenas passado e não passa de superstição do populacho. Hoje vejo a religião como algo muito positivo. É algo que destrói a sociedade, escravisa, mata, engana, ludibria, faz guerra, promove massacres, discórdia e caos. Que sigam este caminho! Desejo o pior para todos!!!!!


WEGWISIR: Com o passar do tempo, a temática da banda foi mudando. No início a banda tratava de blasfemar contra a podridão cristã, mais tarde a temática se converteu em tratar sobre a guerra e armas de destruição em massa. Qual o motivo dessa mudança?
SABBAOTH: Mesmo assim mantivemos a idéia de caos. Nunca vimos o "próximo" como algo que fosse válido a não ser um estorvo contra o sossego. Mudamos algumas coisas pois não temos mais 20 anos de idade. A banda tem muito tempo de estrada, vimos, ouvimos, lemos muitas coisas que nos fizeram mudar de postura pois não faz sentido manter a opinião sobre algo se você passa a vê-la de outra forma. É o mesmo que algum fato histórico que você tinha plena convicção ser desmascarada por algum motivo. Se você continuar acreditando neste fato mesmo sabendo que é contra sua opinião, você está se contradizendo. Assim aconteceu conosco, como o passar do tempo percebemos o quão estúpido as coisas são ou não são. Selecionamos aquilo que nos convém.


WEGWISIR: Com temáticas voltadas para a guerra, a banda sempre gerou controvérsias entre os seus seguidores, que sempre tomavam partidos pela banda. Uns diziam que a banda era "nazista", outros diziam que não. Uns diziam que era Black Metal, outros diziam que era War. Os que diziam que era War, diziam que isso é som para "nazistas". Não entrando no assunto do que a banda é ou deixa de ser ou que segue ou deixa de seguir, isso trouxe repercussões negativas?
SABBAOTH: Não sei se trouxe ou não. Não tocamos para agradar este ou aquela tribo. Se gostam do nosso som, ótimo, se não gostam, procurem outra banda para ouvir. Não nos importamos com a opinião, fofocas ou boatos que as pessoas fazem. Cresçam!


WEGWISIR: No último trabalho da banda, Biochemterrorism, há uma música chamada "Frantic Fury (1.225° C.) (Abortion Of The Macrocosm)". O que vocês quiseram dizer com "Abortion Of The Macrocosm". Qual a visão que têm sobre o macrocosmo?
SABBAOTH: O título fala por si. Extinção do macrocosmo, da existência total. A letra fala do extremo da destruição, incluindo o universo, cosmos e por aí.


WEGWISIR: Os seguidores da banda mudaram com o passar dos anos? Me refiro aos novos seguidores que possam ter sido atraídos pela temática da guerra.
SABBAOTH: Com certeza. Os poucos "seguidores" gostam das letras, da nossa postura, das nossas idéias e do som também. Quem gosta do nosso som não é aquele que gosta de som polido com muita virtuosidade. Eles procuram um som mais áspero que diz algo para eles, que os fazem sentir algo purgativo contra a patifaria humana.


WEGWISIR: Para finalizar. Sabemos que a banda faz poucas apresentações, por diversos motivos. Mas as raras apresentações ocorrem na região Sul do que "chamamos de país". Existe algum motivo especial pra isso?
SABBAOTH: Não gostamos de tocar muito ao vivo. Nossos shows são prestigiados por 15 ou 20 pessoas. As organizações dos shows são precárias, o público é mínimo e causa prejuízo para todos. Tocamos aqui perto de onde moramos por ser mais prático e por questão de tempo. A maioria dos shows aqui no sul foram frustrantes. Não temos público mesmo, muitos não nos conhecem por aqui e não vão aos shows. A cena no sul é uma lástima, no Brasil é uma lástima, no mundo é uma lástima maior ainda. São poucos os que nos apóiam. Tocar por aqui é desanimador.


WEGWISIR: Gostaria agora, mais uma vez, de agradecer a oportunidade.
SABBAOTH: Obrigado pela entrevista. Que outros zines sigam o teu exemplo com perguntas deste nível. Boa sorte pra ti!

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SAL UND SIG!

sábado, 3 de abril de 2010

K`Taagar

Depois de rumores sobre um nove lançamento da banda Ecce Hommo, sem muitas ressalvas, resolvemos averiguar a situação. Acabamos por ter algumas surpresas positivas nessa conversa que segue.


WEGWISIR: O Ecce Hommo existe desde o começo de 2007, tendo lançado uma demo auto-intitulada, um dvd gravado em um show em Ponta Grossa e outro em Curitiba, e mais a demo "Ad Astra Per Aspera" gravada no final de 2008 que ainda não foi lançada. Após um longo periodo sem um novo álbum da Ecce Hommo, existem informações sobre um futuro lançamento entitulado "Awakening of the aryan god's fury". Mas ao que parece, não será lançado como Ecce Hommo, mas sim de K`Taagar. Qual o motivo dessa mudança? Já que a banda conta apenas com você no momento, podemos esperar a mesma "essência" do Ecce Hommo ou algo que ainda o lembre?

J: Cada trabalho é um capítulo fechado na história do Ecce Hommo, tendo sua própria identidade carregados da energia que girava ao nosso redor, influências exteriores com insessantes buscas interiores, e a medida que essa busca nos levava a novas perguntas e não a respostas concretas éramos obrigados a tomar caminhos diferentes que nos levassem á novos horizontes que pudessem nos proporcionar um visão diferente sobre como poderia ser o próximo degrau e isso acabou acontecendo na atual fase da minha vida, então com naturalidade eu deixei o que estava ligado ao Ecce Hommo para trás com suas jazidas glórias e conquistas e comecei um novo ciclo sob o signo de K`Taagar essa será a arma que usarei daqui para frente enquanto houver forças e motivos. O fato de eu estar fazendo tudo sozinho não infuencia em nada, já que desde o começo as músicas eram feitas somente por mim e certamente refletem a minha busca em particular. ”Awakening of the Aryan Gods` Fury” é a trilha que estou abrindo diante deste lugar austero enganador chamado de plano material. K`Taagar é o recipente que condensa toda minha energia e me ajuda a direcioná-la, é o sentido primordial da minha batalha interior. ”Awakening of the Aryan Gods` Fury” aborda algo começado em "Ad Astra Per Aspera", mas de forma mais direta onde a atmosfera criada impõe a singularidade incontestável de sua essência.


WEGWISIR: A Banda Ecce Hommo usou de rótulos como Nietzschian Black Metal e Brutal Aryan Black Metal. Isso terá um peso significativo também agora para o K`Taagar sobre como a banda deve ou pode ser rotulada?

J: Certamente rótulos servem para impor limites que para a maioria das coisas podem ser negativos, o que eu faço é música Ariana, e isso incomoda mais aos filhos do traidor do que a minha pessoa. Mas se tratando do Ecce Hommo, ou agora do K`Taagar, creio que seja um ponto positivo, uma vez que acaba criando uma aversão por certas pessoas ao meu trabalho. Acho que só assim para todos perceberem que a musica que eu faço é direcionada só para algumas pessoas.


WEGWISIR: Elementos reais e espirituais fazem parte de nossas vidas. Você mergulhou nestes dois paralelos para compor este novo álbum? Tendo em vista que o nome é bem sugestivo.

J: Cada um de nós está cheio de ansiedades em consequência de PRAKRTI nesse mundo ilusório, essa manifestação para alguns depois de certo tempo presos no SAMSÃRA, torna-se temporária, mas mesmo assim não é falsa. O que nos leva a crer que nossa própria existência está na atmosfera de não existência, a conciência da maioria das pessoas mostra-se deturpada e encoberta pelas circunstãncias materiais justamente porque essas pessoas se acham produtos dessa mesma natureza material e ilusória. Tudo é uma questão de auto-descoberta e uma busca incansável por respostas. O que eu vejo é uma aceitação sem nenhuma contestação sobre o rumo que tudo está tomando. São todos Avidyã, felizmnte não viverei para sempre e não aceito viver como um AHÄNKÄRA, onde o falso ego atravez do qual os espíritos acorrentados se “identificam” com esse corpo material apenas seguem seu ciclo “natural” de nascer viver e morrer. Um homen caído no oceano da ignorância não pode ser salvo pelo simples fato de alguém recuperar sua roupa externa.


WEGWISIR: Como saber a hora certa para lançar um novo trabalho e escolher os hinos que farão parte do mesmo? E como não confundir com seus projetos paralelos ao Ecce Hommo, ou agora com o K`Taagar?

J: Quando os primeiros acordes de uma musica são criados eu já sei onde deverá ser usada, não é uma determinação previamente estabelecida simplesmente é parte de tudo que me cerca, é a exteriorização de um sentimento. Tudo, desde a criação até o momento de se concretizar um tranbalho, depende unicamente do meu estado de espírito, onde tudo deve estar em uma grande harmonia e como consequência, tudo flui com naturalidade.


WEGWISIR: Já que você esta fazendo toda a parte lírica, instrumental, gravação e distribuição, certamente lhe esgota física e mentalmente. Todo esse seu sacrifício deverá estar nas mãos de quem? Além dos apreciadores da Ecce Hommo , você tem um publico alvo que merece esse sacrificio ?

J: “Awakening of the Aryan Gods` Fury” é a consequência de uma batalha que vem seguindo durante anos pelo meu espírito contra as ilusões enganadoras da alma, o período de exteriorização é precedido por conflitos internos que parecem intermináveis, é uma época da minha vida impossível de ser ignorada ou contornada com apelos mundanos. Recolho-me nos meus sonhos e pensamentos mais profundos tentando captar lá um fragmento que possa ser usado para solucionar a questão maior. Não acredito e nem espero que todos os apreciadores do Ecce Hommo criem algum tipo de afinidade com “Awakening of the Aryan Gods` Fury”, e isso não me importa. Não procuro alguém específico para direcionar meu trabalho, mas sei que tipo de pessoas serão.


WEGWISIR: A Hecce Hommo teve um de seus melhores momentos com o lançamento do dvd EUGENIC HAMMER, junto com grandes apresentações em Santa Catarina e Paraná, sendo um na abertura para o Besatt em Curitiba, e também um convite para apresentações no exterior. Esse foi o melhor momento da horda Ecce Hommo ou você espera ainda mais ?

J: Quase tudo que foi possível realizar com o Ecce Hommo no período em que fazíamos shows foi feito, algumas oportunidades escaparam, mas isso foi uma consequência e não acaso. Foi um bom capítulo na história da banda mas está encerrado. Estou lançando esses materiais porque gosto de música e porque também sei que algumas pessoas gostariam de ouvir algo novo tanto como se fosse do Ecce Hommo como do K`Taagar. Não tenho espectativa alguma em razão de tudo isso. Será apenas uma história contada com um novo personagem que talvez incite alguns poucos á olharem dentro de suas mentes e duvidarem do sentido de sua própria existência.


Contato : ktaagar_@hotmail.com


sábado, 2 de janeiro de 2010

Lebensessenz

Hoje, para abrir o ano, teremos uma matéria diferente. Uma espécia de "auto-entrevista" com N.Schner conhecido por inúmeros projetos, entre eles Valium, Hyperborean, Ecce Hommo e também por outro projeto, que é o alvo dessa matéria. Como a matéria é um pouco extensa, por motivos de estética, postarei Somente algumas partes da mesma aqui na tela principal do blog, a matéria completa pode ser encontrada no "aqui no link" - aconselho que todos leiam a matéria completa, pois é extremamente interessante. No arquivo original, além do texto completo, podemos ver as capas de cada trabalho lançado. Com a palavra agora, N.Schner.

Meu amigo Lohmann fez-me um convite muito especial: elaborar perguntas que eu mesmo pudesse responder, acerca do projeto Lebensessenz. Tomado por outras atividades, levei certo tempo para que, enfim, durante uma viagem, eu desse início a algo que eu conseguisse expressar melhor a minha fala: um texto a respeito.

Muitas vezes somos tomados pelo impulso de criar algo, sem que estejamos a desejar no entanto, dar continuidade a essa criação. Existem momentos em que nós nos queremos servir da arte apenas como um refúgio temporário, instantâneo. Assim ocorreu comigo.

No inverno de 2003, em uma noite, eu improvisava notas em um teclado que havia ganhado durante a infância. Gravava, naquele instante, minha primeira demo. Não era algo que eu pretendia dar continuidade. Era apenas a expressão de um sentimento, em uma noite de solidão. Assim, chamei o projeto de Lebensessenz, pois era aquela composição a vida de um momento meu – parte de uma essência de vida. Criava o meu primeiro trabalho, de nome "Einsamkeit, Hass und Dunkelheit sind meine Lebensessenz" (Solidão, ódio e escuridão são a essência da minha vida). Eram estes os componentes dos meus dezessete anos de idade, quando eu dava os meus primeiros passos com a música. [...]

Um ano depois, eu decidia gravar meu próximo trabalho - o primeiro em piano. Inspirado por dias desolados, acolhia-me as leituras a respeito da Antártica, o continente gelado. Em uma noite, gravei quatro músicas. Sem computador, nem contando com quaisquer outros recursos, registrei-as através de uma câmera de vídeo colocada sobre o piano. Todas foram praticamente compostas e gravadas ao mesmo tempo, em momentos de inspiração. Este trabalho levou o nome de "Terra Nullis" ou "Terra de ninguém" em latim.

Ainda em 2004, eu gravava um outro trabalho: "Wenn der Wald zum Traum wird" (Quando a floresta se transfigura em sonho), com uma única música que ultrapassa os 20 minutos. Foi feita com os mesmos recursos parcos. [...] No mesmo ano, outras composições foram gravadas sob o mesmo método, mas, por novos problemas com fitas, todas foram perdidas.

Desde então, o projeto passou a ser composto exclusivamente com o piano que, para minha sorte, me era possível ter em casa. Cabe aqui fazer um pequeno retrocesso. Quando pequeno, recebi algumas poucas lições de piano. Eu as aprendi com o meu pai. [...] Mas eu, naquela época, não desejava tocar ou aprender qualquer instrumento. Tinha preferência por jogos eletrônicos ou quaisquer outras distrações. [...]

Em uma noite (o leitor irá notar que, em grande parte, minhas composições nascem de momentos noturnos), no ano de 2005, eu dava início a um novo trabalho. [...] Agora, fazia-o com o uso de um computador. "Der Abend des Abschieds" (A noite da despedida). Como pano de fundo, saudades, paixões platônicas e a junção de dois belos poemas: "A noite", de Joseph Eichendorff, e "Despedida" de Emmanuel Geibel. [...]

Segui adiante. O piano passava a ser o instrumento da minha expressão. No ano próximo, gravava o meu "Le besoin perpetuel" (A carência incessante). Embora eu não concorde, ainda ouço algumas pessoas dizerem ser ele o meu melhor trabalho. [...] Trata-se de um trabalho obscuro e, de certo modo, inclinado para a solidão.

Na época, nascem os primeiros rabiscos de um romance que eu viria a escrever, do qual, hoje, tenho apenas fragmentos, pois sua única cópia foi entregue a uma pessoa em especial. Ainda em 2006, era lançado "Das Drama der Einsamkeit" (O drama da solidão). [...] Com sorte, me foi possível ser lançado no formato cassete, através do selo After Many Funerals, da Bulgária. Pela amplitude da distribuição feita, o projeto passou a ser mais conhecido. O lançamento deste trabalho foi um marco na história do projeto.

Em 2007, duas grandes obras foram compostas e lançadas: "Die Räuber" (Os bandoleiros) e "Die letzten Momente von Werther" (Os últimos momentos de Werther. A primeira [...] referente a determinados momentos da grandiosa obra de Friedrich von Schiller, que leva o mesmo título. A segunda, [...] com base no já referido romance de Goethe [...] situa nos momentos finais desse clássico [...]. Desta composição, relembro ter ouvido elogios do meu pai. Quando depois de adulto, desejei retornar ao piano. Pedi-lhe que me ajudasse em alguns exercícios, mas ele parecia pouco indisposto, talvez por pensar que iria ocorrer a mesma situação que experienciara quando eu ainda era uma criança. Mas, quem sabe, ao rejeitar a ajuda, ele quis me incentivar a seguir meu próprio caminho. [...]

Um ano depois, duas compilações eram lançadas. A segunda parte, em especial, é composta basicamente de introduções e interlúdios, feitas para outras bandas; Ainda no mesmo ano, era composto "Tu deorum hominumque tyranne Amor!" (Tu, amor, tirano de deuses e homens). Dez faixas de uma música de piano profundamente melancólica e introspectiva. Cada composição retrata um momento especial em minha vida. Tempos difíceis. Fora o término de dois relacionamentos e o nascimento de minha filha. [...]

Em 2009, muitas composições foram criadas. No entanto, um só álbum foi inteiramente composto e gravado: "Dein Leben war für mich ein Beispiel" (Sua vida foi um exemplo para mim). Trata-se de um album em homenagem ao meu pai. [...]

Na medida em que me é possível, tenho feito a divulgação através da Internet e de algumas livrarias, onde disponibilizo meus trabalhos. Também muitos amigos bondosos, e mesmo pessoas que desconheço, estão me ajudando, recomendando minhas músicas a pessoas próximas. Para 2010, tenho vários planos. A criação de dois novos álbuns é um deles. O outro, a elaboração de um trabalho em conjunto, com minha amiga e poetisa Luciana Rocha. E, quem sabe, algum evento em que eu possa participar.

Cabe-me aqui, também, fazer uma pequena reflexão sobre os meus métodos de composição. Dias atrás, uma bela moça americana me escrevia. Dizia admirar o que faço, tendo dito sentir a melancolia das minhas músicas. "Espero", completou ela, "que um dia eu possa tocar tão bem quanto você". Eu a agradeci, de coração, pelas palavras. Disse-lhe que, contudo, não havia segredos no que costumo fazer. Minhas composições são simples e, acredito, qualquer pessoa, com seis meses de prática, terá um desempenho melhor que o meu. A ela, disse que, talvez, minha única receita seja encarar o piano não como um simples instrumento. Como exemplo, contei que quando passo por situações difíceis ou dias felizes, eu o toco. Quando estou quieto, também, com todo o meu coração. Eu me abri com o piano, como talvez não o tivesse ou pudesse fazer com muitos dos meus amigos mais próximos. Há coisas que somente eu e ele sabemos. [...] Escrevi músicas ao início, meio e fim de relacionamentos, na morte do meu pai, no nascimento da minha filha, sob efeito de cartas de amigos (as), leituras, filmes e assim por diante. Se há um segredo, este é o de manter-me próximo do supra-instrumento com o qual eu me abro. A técnica foi apenas um meio que me foi possível conseguir [...].

Para os interessados, deixo aqui meus endereços para contato e, além da página oficial do Lebensessenz, é possível checar alguns dos meus textos.

Por fim, agradeço o convite daquilo que, inicialmente, seria uma entrevista, além da paciência pela longa espera. Também agradeço a todas as pessoas que têm apoiado meu trabalho, ouvindo e me enviando suas impressões a respeito do que faço. Para os interessados, sintam-se à vontade para trocar informações, discutir e filosofar.

E-mail: n_schner@hotmail.com
Website Lebensessenz
Website pessoal


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Horda: Inmitten des Waldes


Aproveitando uma oportnidade, entrevistamos J.Held, guitarrista da Banda Ecce Hommo e diversos outros projetos paralelos, entre eles o Inmitten des Waldes. Assim como no nome da banda, as músicas (títulos e letras) são escritas em alemão e passam um profundo sentimento germanista - e com isso surgiu o nosso interesse de fazer algumas perguntas à banda.

1 - Wegwisir: De onde surgiu o interesse nesse projeto?
R - J.Held: Antes de morar em SC, ensaiamos uma vez num estúdio aqui, porque nessa época, o N.Schner não tinha bateria, e guitarra que eu usava para os ensaios nem era minha. Quando eu voltei ao Paraná, conseguimos uma bateria usada e retomamos os ensaios. O IDW era totalmente diferente do que eu ja havia feito até 2002/2003 com o Agony of Souls, Celestial Chalice ou o Hyperborean, porque em algum momento, algo dentro de mim começou a se transformar, não se tratava mais de música veloz, blasfêmia ou guerra, (pelo menos não essa forma de guerra) - algo tão familiar até então - era algo novo pra nós dois, pois começamos a lidar com um tipo novo de sentimento algo que estava até aquele momento dormindo dentro de nossas mentes e corações, só esperando para ser explorado, então começamos a dar vazão a essas novas formas de expressão, a melancolia, a tristeza e a saudade de tempos que estavam presentes em nossos subconcientes; e que graças a antiga "Das Blut Wählte", atravessou gerações e chegou até nós, tínhamos no IDW a mais pura e perfeita forma de levar esses sentimentos adiante, e conforme tudo fluia, música e letras, naturalmente a cada dia que passava nos sentíamos mais ligados com nossas raízes Indo-Européias. O IDW tornou-se esse elo.

2 - Wegwisir: Por que escrever somente em alemão?
R - J.Held: É uma forma simples e direta de mostrar nosso orgulho e respeito àqueles que começaram essa longa jornada em lugares distantes de onde hoje estamos. Quem de nós não gostaria de poder presenciar como era a vida a três ou quatro gerações atraz? Ouvimos histórias de nossos avós, em almoços típicos e encontros de famílias e isso certamente nos faz sentirmos um pouco dentro daquela época. Cantar em alemão é como um ritual onde podemos voltar, mesmo que por pouco tempo a essa pura essência.

3 - Wegwisir: Esse projeto é pouco divulgado, não se ve material e poucos o conhecem - se comparado com os demais projetos da banda. Isso envolve algum sentimento misantrópico, ou é um tipo de seleção de público?
R - J.Held: E esse pouco ainda é somente aqui no Sul! Certamente que não tem cabimento divulgarmos algo - principalmente que não se trata "apenas" de música - com muita gente. Não quero nenhum mestiço ou qualquer coisa assim ouvindo minha música, pois a música que eu faço é apenas para pessoas brancas.

4 - Wegwisir: Vocês concordam que existem alguns tipos de bandas que não devem ser ouvidas por qualquer tipo de "pessoas"?
R - J.Held: É como eu disse na questão passada, não tem sentido nem porquê, de a maioria das pessoas ouvir qualquer coisa que não lhe seja direcionada, por assim dizer, mas só esperar um pouco de bom senso não adianta mais - ou nunca adiantou - pelo que podemos ver hoje em dia, porque alguns seres vivos, não entendem outra linguagem, senão a do chicote.

5 - Wegwisir: Uma pergunta meio alheia à banda, mas baseada na anterior. Hoje em dia, com toda essa divulgação fácil na internet, se vê muitos idiotas que não conhecem nem mesmo a própria origem - ou que nem têm origem - e acabam se baseando em culturas de outros povos ou linhagens diferentes. O que vocês acham disso?
R - J.Held: Bom essa deturpação toda é uma das armas mais fortes do sionismo para tentar destruir a ligação que temos com nosso passado, não tenho o menor receio de dizer que está praticamente tudo " à venda" com a velha estória de que somos todos iguais, tentando igualar esses indivíduos aos nossos níveis. A verdade é que hoje em dia está mais fácil você ver um mestiço sujo se dizendo NSWP, do que um branco com orgulho de seua raça. É praticamente uma inverção voluntária de valores. Mas é pior é ver as pessoas brancas sedendo ao conformismo de não se importar com orgulho enquanto tiver uma TV de 42 polegadas, um carro e o futebolzinho do fim de semana, e depois sair pra achar a primeira mestiça suja que encontrar na rua pra aumentar a auto estima de garanhão.
"Das Gehirn ist eine Hölle die Existenz!"

6 - Wegwisir: A Inmitten des Waldes pode ser taxada como NSBM? Quais os tipos de rótulos mais comuns que o público dá à banda?
R - J.Held: certamente que sim. Raw BM, Sentimenal BM, já disseram até que o IDW era Satânic BM(???). Mas rótulos servem aopenas para se ter uma ínfima idéia do que esperar - pelo menos ao que diz respeito - dos nossos projetos.

7 - Wegwisir: A banda possui uma temática com forte sentimento germanista, mas sendo que o Paraná, na sua maior parte, não foi fortemente colonizado por povos germânicos - e as colônias germânicas são cidades "pequenas" onde é mais comum se encontrar pessoas mais conservadoras e que dificilmente escuta músicas mais extremas - existe um público forte e de sangue na região? Em que lugar a banda é mais conhecida ou possui a maior quantidade de apreciadores?
R - J.Held: Sinceramente euro-descendentes existem muitos mesmo, o Paraná é um estado branco por excelência, mas é como eu disse na questão 5, o comodismo tomou conta das pessoas e elas não querem abrir os olhos pra algo que possa por em risco suas conqui$$ta$ e seu bem estar sócio-financeiro. Não se trata apenas do IDW como uma personificação do orgulho e honra das pessoas brancas, por ser algo menos acessível aos níveis de audição, não podemos, por exemplo, esperar algo ultra radical das pessoas de idade avançada que povoaram a região - mas ainda assim, de uma forma sutil, tem muito mais orgulho do que essa "nova geração" que teve a "TV Bobo" como mucama. Aqui mesmo, posso contar nos dedos das mãos as pessoas que ouvem e realmente sentem o que queremos passar com o IDW, e é com essas pessoas que eu devo me sentir grato.

8 - Wegwisir: Bom, em apresentações da banda Ecce Hommo, assim como em vídeos, é comum ver os membros da banda falando sobre separatismo sulista. Cremos que esse sentimento também seja passado nos demais projetos como o Inmitten des Waldes. Isso os trouxe alguns inimigos, sendo na cena ou de alguma autoridade?
R - J.Held: Desde que se assume uma postura, qualquer que seja, as consequências virão! Aqui eu já fui ameaçado de morte por tanto vagabundo que eu já nem sei mais. Uma das vezes estava até rolando uma lista com o nomes das pessoas que seriam mortas por envolvimento com NS, mas era coisa de maconheiro que não tinha nada melhor pra fazer, já briguei algumas vezes e quebrei uns narizes aqui e em Curitiba, em Santa Catarina onde eu morava fui preso algumas vezes por agressão também, a última que eu lembro, eu e meu irmão quebramos e fomos em cana porque eu chutei a cabeça de um negrinho, mas a PM logo nos dispensou, e segurou o negro porque já devia e a PM estava atrás do irmão fugitivo dele. Parece familiar? Aqui no Paraná eu apanhei uma vez da PM porque chamei um negro magrelo de 20% - relativo as cotas - ele era do canil da PM. Mas o pior não foi levar pancada, isso eu já estou acostumado desde que comecei a fazer jiu-jitso, muay-thay e vale-tudo em 2003. O pior foi ver os PMs brancos ajudando aquele traste, mas como um amigo me disse certa vez "ninguém vai deixar de ser NS".

9 - Wegwisir: O que pode ser dito da cena do NSBM no Brasil? Ou sobre bandas com ideais separatistas no nosso Sul?
R - J.Held: Aqui no Sul, ao meu ver, essa "cena" sempre acaba por dar uma ideia de que apenas músicos podem fazer algo. Eu penso de forma diferente, creio que merece respeito todo aquele que faz algo para ajudar - panfletagens, traduções de livros, copias em xerox de artigos revisionistas para distribuição gratuita e até mesmo algo que seja apenas dito á alguém merece ser visto como um elo da corrente - pessoa essa segue em frente e faz isso com conciência dos riscos. Vale lembrar que as pessoas tem seus motivos para fazer o que fazem, e por isso merecem respeito.

10 - Wegwisir: Pra finalizar, como está a situação da banda hoje? Pretendem lançar material novo em breve? Já existe algo pronto nesse caso?
R - J.Held: O IDW tem muita coisa que não foi lançada, muitas músicas que estão guardadas, e o que eu posso dizer que tem muita música boa a ser mostrada, num futuro próximo. Já com o Ecce Hommo, eu gravei nova demo intitulada "Ad Astra Per Aspera" mas não comecei a divulgar ainda, é algo diferente do material antigo porque eu gravei tudo sozinho, ainda to acertando umas coisas pra começar a divulgar. Com o Aziagho (antigo Valium), eu terminei uma demo de mais ou menos 1hr e 20, com 4 músicas de um funeral doom massivo e hipnótico. Tenho 6 músicas do B88, creio que daqui duas semanas vou começar a trabalhar nesse projeto, e é bem mais fácil de acertar pois não exige tanto quanto os outros, mas não menos importante.

Bom depois dessa conversa, só nos resta agradecer J.Held, lider da Inmitten des Waldes; e também K.Lohmann por fazer todos os trâmites e possibilitar essa entrevista.


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