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sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Curso Natural

Nessa era atual, o mundo sofre um grande problema de desequilíbrio. A humanidade passa fome, sede e pra suprir isso, polui e destrói a natureza. Destrói a natureza novamente quando precisa de mais terreno ou mais materiais pra construir moradias pras pessoas que nascem e se espalham como ratos que rolam na sujeira que seus familiares da geração anterior fizeram. Mas tudo que causa problemas é eliminado naturalmente de algum jeito.

Se a humanidade seguisse o curso natural ela perceberia que o problema do mundo é o excesso de humanos e eliminaria esse excesso, mesmo que de forma inconsciente. Isso ocorrera durante a maior parte da história dos homens da nossa era e de outras por meio de guerras – onde ao invés do homem criar acordos de divisão e expansão destruindo as áreas que se utilizava pra caça ou lazer, guerreava pelos pequenos espaços já ocupados, sempre visando manter o equilíbrio natural para que sempre houvesse recursos suficientes para viver. Mas a humanidade não segue mais o curso natural. A humanidade busca por recursos que dão status ao invés de sobrevivência ou saúde – o ouro e seu poder de compra. Homens que buscam por isso não guerreiam mais, entraram em um acordo onde precisam de mais e mais pessoas que consumam e sirvam de exemplos a serem ou não seguidos.

Então se a humanidade só cresce como um câncer, se reproduzindo e destruindo tudo ao seu redor para que continue a se expandir sem seguir o curso natural, só uma coisa pode acontecer. A natureza precisa agir. A natureza precisa se manter. E como tudo que existe no mundo material é gerido pela própria ganância, a natureza também o faz, nem que pra isso aberrações e mutações precisem surgir ou que mortes precisem ocorrer. A natureza mata! Mas a humanidade sempre evolui intelectualmente e hoje praticamente controla a natureza, ou ao menos parte dela – a humanidade se previne, prevê e até mesmo impede algumas catástrofes naturais. A natureza então deve encontrar um modo de se livrar do câncer.

Nos tempos em que a humanidade vivia e defendia o curso natural, ela sempre se dividiu em pequenos povoados formados por pessoas da mesma raiz estrutural, que eram criadas pelo mesmo ideal e defendiam a si próprios por esses motivos. E quando precisavam se expandir invadia as terras de outras famílias ou clãs, não precisando destruir a natureza de forma tão expressiva e rápida. Não é preciso dizer que esses povos eram racialmente homogêneos, pois fica claro que para manter as mesmas idéias é preciso vir da mesma raiz, pois pessoas diferentes possuem necessidades diferentes – e isso fica claro quando vemos que uma pessoa de pele branca e coberta de sardas precisa de muitos tipos de protetores (cremes ou roupas) para viver em climas áridos e quentes aonde pessoas negras vivem praticamente sem proteção mesmo debaixo de sol forte. Pessoas diferentes com necessidades diferentes precisam gastar mais recursos para que se adaptem a um lugar de modo igual, e esses recursos podem “fazer falta” – e isso fica compreensível quando pensamos em um plantio: plantamos diversos vegetais que necessitam sempre do mesmo tipo de solo ou de cuidados, economizando assim recursos como a compra de terrenos diferenciados ou uma expansão maior do que o necessário para o proveito de um pedaço de terra diferente. Os diferentes povos da humanidade entendiam isso inconscientemente e não aceitavam as diferenças. Ao mesmo tempo estavam em plena parceria com a natureza.
Mas como tudo na natureza é gerado pela ganância, a humanidade também é, e de modo mais extremo. Uma nova era veio, trazendo consigo conquistadores expansionistas, interessados pelo poder. Mais tarde conquistadores expansionistas interessados pelo ouro que trazia mais poder. Hoje não existem mais conquistadores, mas sim interessados pelo ouro – e esses homens entendem que “é preciso dividir para conquistar”. E tudo isso foi dividido por eras que remontam tempos que nem a própria humanidade consegue se lembrar.

Da parte onde existem lembranças – talvez por serem mais próximas ou devido à evolução e o surgimento da grafia – podemos citar “os povos pagãos”, que até então eram simplesmente “os povos”. Esses povos foram sendo dizimados aos poucos em uma região do mundo chamada hoje de Oriente Médio. Lá surgira um povo que denominaria todos os povos politeístas de pagãos. O povo judeu. E como qualquer povo de sua época, em qualquer lugar do mundo, era expansionista e buscava força e poder para que sobrevivessem perante os outros. Um povo que como qualquer outro teve sua era de ouro e também sua “queda”. Quando o povo judeu surgira, podemos citar como o fim de uma era e o início de outra. No fim dessa era, surgira o cristianismo, marcando novamente o início de outra era. E hoje podemos ver que essa era está no fim.

Durante a era do cristianismo o expansionismo foi muito forte – isso no mundo ocidental. Vimos uma Europa se expandir e cria tanto lixo que fez com que a natureza resolvesse parte do problema com a morte de 1/3 da população criadora de lixo com uma onda de uma doença conhecida por “peste negra”. Do mesmo modo vemos hoje o número de fenômenos e catástrofes ambientais aumentando – mesmo que a humanidade busque reduzir ou frear isso. Mas catástrofes e doenças não estão mais fazendo efeito, uma vez que a humanidade está grande demais para que a natureza a controle efetivamente. Então o curso natural é tomado de formas diferentes e passivas, de modo que a humanidade não perceba e não lute contra.

Desde o início da era do cristianismo a humanidade vinha se expandindo como uma praga. O cristianismo fora essa praga, pois a maioria dos povos – ditos pagãos – estavam em harmonia com a natureza – aonde além dos fatos citados sobre preservação, o homem e a mulher tinham seus papéis bem definidos na sociedade. O cristianismo então trouxe consigo a união dos povos e a miscigenação – caso esse que mais tarde seria uma solução praqueles que buscam ouro e poder. A mistura dos povos – mesmo que só a convivência entre eles – trouxeram a escravidão, a falta de trabalho, a falta de recursos, a pobreza, e o poder nas mãos dos poucos que controlavam o processo. E quando isso parou de fazer efeito, as poucas pessoas que controlavam o processo da “máquina mundial” fizeram com que esses povos além de viver juntos, se misturassem – até então só com o intuito de se manterem no poder sem se preocupar novamente com a tentativa ascensão de um povo como ocorrera no chamado III Reich. Quem controla esses objetivos materiais tem como objetivo manter a matéria eternamente para manter e expandir o que possuem. E foi disso que a natureza se aproveitou, uma vez que possui o objetivo de se manter viva.

Mas tanto o cristianismo, quanto o judaísmo ou até mesmo o islamismo possuem alguns dogmas que podem atrasar essa vingança natural. Por exemplo: O islamismo prega que um homem pode ter diversas mulheres, e com isso gera muitos filhos – que é péssimo pra natureza nos dia de hoje. Os judeus prezam por se manterem etnicamente isolados, mas sempre agindo em conjunto com os demais povos – dividindo o território e comprando boa parte dele. Os cristãos com a sua idéia de que todos são iguais e não aceitando as leis naturais. Os três citados, buscam então sua multiplicação para que possam superar o poder dos outros dois – geralmente resultando em mais multiplicação e mais seqüelas para com a natureza.

Nota-se então que mais uma vez o curso natural é perseguido pela natureza. Chegou o fim da era das religiões abraâmicas. Das três. Com isso acabaria o problema dos dogmas que atrapalhariam os planos da natureza. Mas nem tudo ocorre de uma hora pra outra. E há tempos essa era vem chegando, seja com a descrença ou com as novas crenças. De qualquer modo, a natureza precisa reduzir os nascimentos e a expansão humana. Agora então a natureza retoma seu curso.

Juntando-se a falta de dogmas que pedem reprodução a mais dois deles: a miscigenação e o homossexualismo. Do homossexualismo fica fácil perceber o quão bom seria para reduzir o número de nascimentos, mas agora, como a miscigenação se tornaria uma solução pra redução da humanidade se desde então ela servia pra aumentar?

O fato não se deve a miscigenação em si, mas sim o choque cultural. Num tópico anterior fora citado que para um povo viver em harmonia entre si ele precisa descender da mesma raiz – fato que agora passa a ser anulado quase que totalmente. Brigas, desentendimentos, separações de casais e até mesmo a não formação dos mesmos são efeitos desse choque cultural. Peças que não se encaixam em algum ponto do relacionamento criam mais caos social, mais fome e mais miséria devido a novos problemas sociais gerados por si próprios de forma paradoxal. Um buraco negro praticamente sem volta que implora pela criação de mais leis antinaturais que servem para que o emaranhado de problemas aumente.

Homossexuais pulam como pipoca entre todos os povos, mesmo entre aqueles que preferem não miscigenar, diminuindo até mesmo a expansão de povos que naturalmente viviam em harmonia com a natureza no passado – a natureza cura a humanidade do mesmo modo que o médico cura um câncer, sacrificando pequenas partes boas para salvar a grande parte maior. E a cada período aumenta de forma exponencial a quantidade de homossexuais, de modo nunca visto antes. Não podemos saber se isso se deve à falta de medo da sociedade, à falta de dogmas religiosos firmes ou à própria natureza querendo uma adequação de número urgente.

De outro lado o caos social se dirige a um caos descontrolado que de qualquer modo terminará em uma guerra. Mais uma vez a natureza encontrou um modo de adequar a humanidade a ela.

E a nova era que se aproxima vem pra isso. Para a guerra, para a redução da humanidade e para a redução de nascimentos. E isso deve durar até que tudo esteja adequado à natureza e uma nova era possa começar.

Temos então duas escolhas: Fazer parte disso ou impedir isso.

E para impedir isso precisamos fazer as pazes com a natureza – mas nãodo modo que está hoje. Precisamos viver como viviam nossos antepassados harmoniosos. Deve voltar a existir um equilíbrio entre a humanidade e a natureza. E para chegar lá, o caminho é... o caminho será dito pelo tempo, se é que ainda o temos.

Ou então, corremos o risco de ver todo o ciclo material iniciando e atrasando o infinito.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Como ocorre a Assimilação Cultural?

A maioria dos Descendentes de Alemães hoje são castrados. Não só por causa do idioma cada vez menos falado, mas porque a maioria não age mais como um verdadeiro germano - seja na Alemanha ou qualquer outro país germânico ou região colonizada por descendentes de alemães. Na Austrália as colônias foram foram "inglaterrizadas". Nos EUA, foram todos assimilados pelo forte sentimento de patriotismo forçado e mentiroso. No Brasil, foram diminuídos e "cortados" pelo governo, depois, "incentivados" a não falarem mais alemão - sob pena de apanharem, beberem óleo, serem humilhados, além do emprego que já haviam perdido por serem alemães - e a não manterem seus costumes. Depois dessa mudança toda, ter orgulho de ter sangue germânico passou a ser racismo.

Atualmente, tentam acabar de vez com o sangue germânico por meio da mistura racial. A midia nos impõe hoje propagandas a favor da miscigenação, e mostra que qualquer casal que queira manter seu sangue é racista. Sim, a mesma mídia que faz propaganda de paz, mas que contribui com a continuação das infinitas guerras que acontecem pelo mundo - principalmente no Oriente Médio - faz propaganda contra o "racismo". Será que a mídia tem duas caras ou somente uma cara ruim?

Não me refiro à miscigenação pelo lado racial. Mas pelo lado cultural. A mistura cultural é a melhor forma de se apagar uma cultura, e depois, um povo. Precisam de um exemplo bom?
Nós comemos carne bovina, então talvez não sejamos dignos de ter uma companheira indiana, pois indianos não comem carne bovina. Os judeus sacrificam ritualmente os animais, talvez não sejam dignos de se juntarem com gentios que não apoiam isso. Um praticante da Mão Esquerda do Yoga é altamente necessitado de atividade sexual, alguns cristãos só fazem para procriação, um não pode ser digno do outro em suas mentalidades. Do mesmo modo que nós, "comedores de carne", podemos não considerar digna uma indiana pelo simples fato posso acharmos nojento que eles tenham que "religiosamente" tomar banho naquele rio imundo na Índia onde se depositam cadáveres. Um judeu pode nos achar nojentos por sermos um apreciadores de carne suína.

Mas o que acontece se juntarem indianos com indianas, judeus com judias, alemãos com alemãs, árabes com árabes e outros casos onde não se faz necessária uma mistura de culturas? O entendimento é mútuo, puro e evita qualquer tipo de distorção cultural que possa surgir. E não adianta vir com a desculpa de "se tiver respeito tudo anda bem". Vamos usar um exemplo fácil:
Suponhamos que um ateu se case com uma cristã. A mãe passa a vida inteira ensinando seu filho sobre Deus, o pai passa a vida rindo e dizendo que é uma mentira. Ou então a mãe passa a vida inteira ensinando seu filho sobre Deus, e o pai ignora a situação e deixa rolar. Ou então a mãe simplesmente não ensina nada sobre Deus ao seu filho pra não criar conflito com o pai. Nos primeiro caso, a criança ficaria confusa. Nos outros 2, ela não aprenderia uma das partes da "cultura".

Outro exemplo.
Uma alemã que vivia no interior se casa com um homem qualquer que vive em uma grande cidade. A mulher, acostumada com uma vida simples, com belos jardins, casa bem cuidada, que não conhece egoísmos e modismos comuns - como os de uma pessoa que ser melhor do que a outra por causa de bens ou posses. O marido, vivia na conturbada cidade grande, em um pequeno apartamento e com um carrão que usa pra se passar de gatão - mesmo que esteja financiado até as calotas. Obviamente o homem não vai querer abandonar tudo para ir para o interior, e a mulher do interior normalmente aceitaria a mudança. Mesmo que ela o convença a comprar uma casa no lugar do apartamento, as prioridades continuarão sendo outras. O dinheiro que seria usado para o conforto próprio será então usado em luxos e aparências - ao menos boa parte desse dinheiro. O que acontecerá com o costume de "ter um belo jardim" se os filhos do casal praticamente não verão isso? E se ocorresse o contrário. Seria totalmente certo os filhos abdicarem de toda a facilidade que teriam na cidade grande? Tudo depende de que lado se olha.

Que tal um gaúcho casado com uma baiana?
A mãe deixaria de ouvir axé? O pai deixaria de ouvir música gaúcha? Os filhos ouviriam qual delas? As duas? Usariam bombacha ou dançariam quase pelados no carnaval? Ou misturariam os 2 tipos de vestes e costumes? Que tal um vinho com acarajé?

Notem que nos casos acima, não foram citados casos raciais, mas sim costumes ou tradições cotidianas simples. Mesmo assim, alguma perda ocorreu para algum dos lados, ao para ambos. Imaginem então casos, com a inclusão de "raças", "etnias" ou "linhagens" diferentes.

Mas isso não contece sempre de um modo tão gritante. As vezes mudam somente pequenos detalhes que servem como desculpa para mudar outros detalhes. E que no futuro serve para mudar grandes detalhes. E de forma com que ninguém nota, pois é suave. Tão suave quanto "cozinhar um sapo" - jogue o sapo na água quente que ele pula fora por reflexo, jogue na água fria e esquente aos poucos que ele morre sem saber o porquê.

Outro exemplo prático? OK.
Uma família alemã vive em uma comunidade onde quase não existem alemães e que não se conhece quase nada sobre a cultura alemã. Então as demais crianças caçoam do jovem alemãozinho e o chamam de "comedor de salsicha". Envergonhado, o menino não come mais salsichas na frente dos amigos. É lógico que ele não deixou de ser alemão por isso. Mais tarde, ele e sua irmã, juntamente com seus pais, deixam de conversar em alemão por costume de só falar o idioma local. Lógico que não deixaram de serem alemães por isso. Por falta de associações culturais alemãs, a família toda não participa de eventos do tipo, e obviamente se ocupa em eventos locais, com outra cultura. Não deixaram de serem alemães também. Essas crianças crescerão e casarão. Provavelmente, com habitantes locais, não-alemães. Sem o costume de falar alemão, de ir em clubes culturais alemães, sem o costume da gastronomia alemã e sem a convivência com outros alemães, qual a probabilidade dos filhos desses casais serem alemães?

Viram como detalhes pequenos mudaram o rumo da história? A família citada não deixou de ser alemã, mas seus descendentes deixaram. Largar pequenos costumes para se adequar a costumes diferentes pode criar exemplos falsamente positivos, que mais tarde serão usados como desculpa para largar outros. No fim, alemão será só um termo pejorativo para pessoas loiras, ou de pele rosa, ou que ficam vermelhos com o calor, ou até mesmo para pessoas simplesmente brancas - ou turcas, se citarmos o que a Alemanha está se tornando com a assimilação cultural.

O termo "mudar um detalhe pequeno" pode facilmente passar para "mudar para algo que talvez não cause tanto impacto". O "talvez" já passou a ser aceito - mesmo como perigo de "causar grande impacto". O próximo termo poderia ser perfeitamente "não tem problema em mudar esse detalhe, vai causar pouco impacto" - ou seja, VAI CAUSAR IMPACTO. E o próximo termo?

Sem contar que todos esses termos, detalhes e impactos estão ligados à mistura cultural. O maior exemplo disso foi o cristianismo. Quando chegaram à Europa, guerrearam, saquearam e mataram até que as igrejas foram construídas e os povos obrigados a se converterem. Mas como conseguiram isso de forma tão rápida em algumas localidades mais "calmas"? Simples. Transformaram os pequenos detalhes. Utilizaram datas festivas e criaram novos motivos para tais festas. O dia do Solstício de Inverno passou a comemorar o Natal, o nascimento de Jesus. Na Ostara, passou-se a comemorar a páscoa, ou seja, uma festa de "fertilidade" passou a comemorar a morte e a ressureição de um estrangeiro. E a festa pagã considerada a mais promíscua pela Igreja, que se chamava "Walpurgisnacht" passou a comemorar a data de "Santa Valburga" - nem se preocuparam com a festa em si, desde que louvasse algum cristão, santo ou uma passagem qualquer da bíblia, pois a assimilação daria vantagens aos forasteiros cristãos. E o que são as Igrejas Cristãs Hoje? Devido ao costume de "mudar pequenos detalhes" perdeu sua força e além de manter antigos costumes pagãos que não conseguiram mudar, estão assimilando novos. Hoje cansamos de ver os cristãos acreditando em Yoga, Feng shui, budismo, tarô, búzios, macumbas, mandingas e muitas outras coisas que não são cristãs, mas que vieram junto com assimilação cultural.

Independente de quem concorda ou não concorda com o cristianismo. Gosta ou não gosta dos costumes simples de colonos ou de algum tipo de música "qualquer". Independente da etnia. Os fatos citados realmente ocorrem e não tem como esconder. Por mais que a mídia o tente. Basta olhar ao nosso redor e observar. Ou até mesmo na nossa família.

Basicamente todas as culturas são dignas. Algumas, só são quando observadas pelo próprio povo. Algumas, parcialmente. Nesses casos em que existam o mínimo de controvérsias, não há como se manter firme e sem mudar nada nos casos de misturas. E essas mudanças podem acarretar no fim de uma cultura. Creio que todas as culturas devem se manter. Mas para isso, devem se manter separadas e fortes.

Há quem diga, ainda, que somos hipócritas, afinal, a própria Europa é uma mistura de povos que lá viviam. Bingo! Os povos que lá viviam, eram basicamente os mesmos povos, tinham basicamente os mesmos costumes e cultuavam os mesmos deuses. Ou seja, eram o mesmo povo, mas que falavam idiomas ou dialetos diferentes, ou davam nomes diferentes às coisas. Por isso a mesma Cruz Celta pode ser encontrada na Alemanha. Por isso existiam "tipos gaitas de fole" na Escócia, em Portugal, na Alemanha e na Polônia - e datadas de épocas próximas. Por isso Wotan na Alemanha é o mesmo Odin na Noruega. Por isso temos histórias parecidas como a de Sigurd na Escandinávia e Siegfried na Alemanha. E por isso também temos (ou tínhamos) o Beltane na Inglaterra e o Walpurgisnacht na Alemanha em épocas parecidas. Mas eu pergunto: Se tudo isso for uma mentira, por que é que não temos um mito africano que se compare com um mito europeu? Por que é que em Roma, na Grécia e em toda a Europa, a mais de 1000 anos já haviam construções avançadas que hoje em dia não vemos em alguns locais do Oriente Médio e África? Por que é que os únicos países aborígenes que se desenvolveram foram os que tiveram influência européia (colonização). Vejam que até mesmo a região em que "fica" Israel só se tornou "desenvolvida" depois que os judeus "voltaram do tal do êxodo" na Europa, antes disso, suas casas eram em buracos, em cavernas ou até mesmo em pedras como a de qualquer povo semita que se manteve isolado.

Hoje, falar disso é considerado racismo. A mídia considera racismo. As pessoas, ensinadas por professores que foram encorajados para isso, consideram racismo. Talvez até mesmo os leitores considerem racismo. Ou em casos mais brandos, preconceito. Mas preconceito verdadeiro, é uma pessoa não poder expor e se orgulhar de sua cultura e de seus costumes. Preconceito é a pessoa não poder dizer claramente que quer manter seu sangue como é. Preconceito é uma pessoa ser taxada sumariamente de racista simplesmente por ter orgulho do que é. Preconceito é sermos "atacados" por povos invejosos e por pessoas "sem povo" e sem orgulho.

E agora? Aceitaremos o falso rótulo que nos é dado, como o de preconceituosos ou lutaremos contra os preconceituosos que nos atacam?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Gewiss der ewigen Wiederkehr

Hoje, o blog WEGWISIR "comemora seu primeiro ano", ativo e sem derrubadas. Bom, mas não exatamente de modo oficial. O primeiro post no blog foi oficialmente feito no dia 19 de maio de 2009. Porém consideraremos o dia 24 de maio, uma vez que foi a data em que o blog foi "oficialmente apresentado", coincidindo que a data caiu no dia semanal do Sol. Seguindo as tradições germânicas, devido a ausência de um calendário exato, não "comemoraremos" em nenhum dia exato, seja do mês ou da semana, o "aniversário" disso aqui. Mas sim que sua "criação" seja lembrada por essa mórbida época em que nos preparamos para a chegada da frio, para a morte do Sol e por momentos melancólicos - que para muitos, se torna a melhor época do ano, seja para aprender, para refletir, ou simplesmente para esquecer das ilusões - e o que seria o tempo, senão uma das nossas maiores limitações e ilusões?

Gostaria de agradecer a todos que seguiram, que apoiaram, que enviaram material, que divulgaram ou que ajudaram das mais diversas formas. Gostaria de agradecer até mesmo os que repudiaram, que xingaram, que falaram mal e até mesmo os que ao longo desse período ameaçaram ou difamaram. É demostrando conhecimento, discutindo ou até mesmo "jogando merda no ventilador" que descobrimos verdadeiros aliados, verdadeiros inimigos e também os simplesmente idiotas.

Diferente do habitual, não postarei nada meu, muito menos um texto grande. Preferi utilizar um texto escrito por Hendrik Möbus no ano 2000. Möbus é líder da banda Absurd e membro influente da cena NSBM. O texto pode ser considerado antigo, mas compete bastante ao que que ocorre aqui e em diversas partes do mundo - o que o torna extremamente atual.

Essa situação, assim como a que passamos aqui no Sul e em todo o Brasil, não só mostra que a democracia em que vivemos é totalmente falsa e ilusória, como nos faz de completos idiotas. Essa democracia que nos impede de ter uma simples "conversa pública" que trate de assuntos que se voltam contra o sistema democrático vigente jamais poderá ser chamada de "democracia", no sentido original da palavra.

Sem mais delongas, segue abaixo o texto.


CARTA AOS NACIONALISTAS GERMÂNICOS

Senhoras e senhores honrados, caros camaradas:

Estou certo que meu nome é de vosso conhecmento. Também estou certo de que esse conhecimento vem em sua maior parte da mídia do sistema - e o que se tem mostrado ali não torna particularmente fácil para que eu apareça com um ar simpático.

Mesmo que possamos compreender a manipulação da mídia, continuamos sendo influenciados por ela. Provavelmente todos somos vítimas da propaganda feita pelo sistema. Não me surpreenderia que honrados nacionalistas não queiram nada comigo - um "satanista assassino", um " nazista satanista" ou um "cria de Satã".

Eu não quero repetir as coisas que a mídia espalha sobre a minha pessoa, mas essas mentiras desempenham um papel fundamental na campanha do sistema. Qualquer um que duvidar da minha integridade ideológica pode conferir com o Dr Pierce da "National Alliance" sobre a minha visão do mundo.

Eu gostaria de deixar claro o porquê do interesse da resistencia nacional em assumir o meu caso: Porque vai contra as intenções do sistema e beneficia todos os alemães fiéis à sua Pátria Mãe.

Eu não deixei a República Federal da Alemanha para escapar da minha "punição justa". Tive que escapar de uma busca inquisitória feita pela polícia e pelos tribunais, depois que descobri que queriam fazer de mim um exemplo. Todas as minhas "ofenças" desde 1998 (quando eu havia escapado da prisão juvenil) tinham natureza política. Esses "crimes políticos" não machucavam ninguém, assim como não haviam destruido nada. Fiquei, no entanto, sendo tratado como uma "perigosa ameaçca de extrema direita".

Isso não é um destino nada incomum para os dissidentes na Alemanha nos dias de hoje. De qualquer forma, diferente dos demais prisioneiros políticos na República Federal da Alemanha, tenho a possibilidade de pedir asilo político nos Estados Unidos da América.

De fato, nenhuma das autoridades da RFA e dos EUA estão contentes com meu pedido de asilo. Eles estão nervosos (e com razão), pois meu pedido de asilo levanta muitas questões que eles não querem que sejam levantadas. Por exemplo: Por que a RFA criminaliza coisas que são completamente legais nesse "modelo de democracia" - os EUA?

A parte mais explícita dessa e de outras questões serão discutidas na RFA e nos EUA, as autoridades afirmarão que existe um estado de emergência. Então eles tentarão abafar meu caso, distorcer e encobrir os fatos.

De qualquer modo, vocês poderão evitar isso. Peço com urgência que não deixem escapar essa oportunidade. Se a resistência nacional alemã não utilizar meu caso para esses propósitos, o sistema irá abusar do meu caso para agredir todos os Nacionalistas Germânicos.

Não estou usando esse pedido para que eu me torne o centro das atenções. Não quero fazer parte das suas organizações. Mas sei o quanto é séria e dramática a nossa situação na Alemanha. Essa situação requer um encerramento incomum e decisivo. Meu caso provê uma oportunidade para tal. Quem sabe, um tribunal dos EUA me conceda asilo. Isso seria uma impressionante demonstração do que todos nós sabemos a tempo: A RFA não é uma democracia, mas sim um estado criminoso.

Com cumprimentos patrióticos,
Hendrik Möbus
Batavia, New York
09 de Setembro de 2000

A matéria original pode ser vista no link: NSBM.org

Para quem tiver interesse, o primeiro post oficial do blog foi a explicação do próprio nome, a runa WEGWISIR.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O Livre Arbítrio

O livre arbítrio é uma coisa muito interessante, sendo que o mais interessante disso, é que não tem como ligá-lo a nenhuma religião "enraizada na terrinha prometida" sem que se façam necessárias desculpas idiotas e sem sentido. Por mais que ele seja citado como "liberdade", seja em livros religiosos ou de "ordens secretas/discretas", fica preso a inúmeros paradoxos. Seriam todas as pessoas "adeptas", seguidoras, usuárias ou qualquer porcaria que seja, do livre arbítrio?

Segundo o pensamento judaico-cristão, Deus criou o homem para ser livre, segundo o mesmo pensamento, Ele puniu o homem por ter desobedecido uma ordem, após obedecer um pedido de uma "cobra falante". Com isso surgiu a desculpa da criação do pecado. Segundo o pensamento judaico-cristão, o pecado surgiu para testar o homem, mas segundo o mesmo pensamento Deus é onipotente e onisciente, sabendo até mesmo o destino dos homens. Mas se Deus realmente conhecesse o destino dos homens, não haveria motivo algum para a existência de um teste, ou seja, do pecado. Além disso, sempre houve o "rumor" da vinda de um Messias, que salvaria o povo. Mas salvaria do quê? Afinal, se Deus fosse onipotente, ele mesmo poderia salvar o povo. Ok, dividindo agora a crença e falando do Cristianismo, Deus teria enviado seu único filho, Jesus Cristo, que ao mesmo tempo seria parte d’Ele, digo, da Trindade. Jesus então seria o tal do Messias, o cara que salvaria toda a humanidade. Salvou mesmo? Ah, Ele "criou" a redenção, não é mesmo? Mas então o destino deixou de existir? Deus deixou de ser onisciente e onipotente?
Deus quer prevenir o mal e não consegue?
Então ele não é onipotente.
Consegue mas não quer?
Então ele é malevolente.
Ele quer e ele consegue?
Então porque o mal acontece?
Ele não quer e não consegue?
Então porque chamá-lo de Deus?
Esta é uma citação muito famosa de Epicuro, e muito interessante para se analisar o paradoxo judaico-cristão. Se Deus realmente for onisciente e onipotente, os homens não são livres, indo ainda mais a fundo, ele conhece o destino dos homens, quase todos – senão todos – pecadores, mas coloca então a possibilidade de rezas, confissões, arrependimentos e sacrifícios para homens que já tem seu destino traçado, escrito e assegurado pela onipotência e onisciência divina. De modo simples, todo homem, sem ter conhecimento, tem seu destino traçado e diversos pecados para o testar, podendo se arrepender ou "qualquer porcaria do tipo", mas que no final das contas vai queimar no inferno - coisa que Deus já sabia premeditadamente devido à sua "onipotência e onisciência". Deus então é o cara mais cruel e perverso que já existiu. Depois de tudo isso, como podem os cristãos acharem que são livres, acreditarem em qualquer coisa parecida com o livre arbítrio, ou ainda ouvir de beatas, coroinhas, "papa defuntos", padres, pastores ou coisas do tipo "que Deus criou o homem para ser livre" e achar que é verdade?

Mas não precisamos nos prender só nas crenças originárias da terrinha prometida. Muitos "pagãozinhos" hoje em dia - como já foi falado em diversos outros posts - fazem a mesma coisa. Além de não saberem nada sobre o livre arbítrio, não sabem nada sobre os deuses, ou mais precisamente, sobre o significado dos mesmos. O que antigamente tinha um significado, hoje é usado de forma pervertida para agregar novos valores à população.

Podemos citar que no princípio os deuses germânicos tinham a "missão" de explicar o que a ciência da época não provava, de modo parecido como acontece hoje. Mas diferente de hoje, não era "economicamente rentável", e nesse caso, não existiam missões para converter os demais povos, muito menos sacerdotes. Com isso, o povo também não vivia a mercê desses deuses, muito menos viviam para os mesmos ou com medo. O que regia as pessoas nada mais era que o livre arbítrio.

Mas não podemos considerar o livre arbítrio como algo "anarquista" ou "faça o que quiser sem consequências". As pessoas viviam de acordo com as leis da sociedade, que por sua vez ia de acordo com as leis naturais. Por não haver pensamentos derrotistas, monetariamente egoístas ou submissões com base sacerdotal, as pessoas seguiam um senso comum por si próprias, mas sempre agindo de acordo com a evolução da sociedade em que viviam. Pode-se então perceber que pessoas que não sofrem influência de lideranças religiosas não agregam pensamentos derrotistas de medo, submissão ou misericórdia para com os fisicamente ou moralmente incapacitados e derrotados; do mesmo modo com que não demonstravam egoísmo e inveja os que não sofriam influências de captação sumária e "obrigatória" de recursos. E a prova disso se dá com 2 perguntas: por que os rituais eram celebrados por membros da família? Por que os povos germânicos invadiam terras hostis e nem sempre as colonizavam?

A primeira pergunta fica fácil de responder. Simplesmente não haviam classes sacerdotais. Cada família realizava seus próprios rituais, assim como cada grupo de combatentes, de mercantes, de migrantes ou demais grupos que precisassem realizar um ritual qualquer, seja ele em oferenda a um deus, agradecimento, ou uma simples apresentação de um filho à sociedade.

A segunda fica com uma analogia um pouco mais complicada. Normalmente os povos desbravavam novas terras, mas não as conquistavam, a não ser que a expansão ou migração se fizesse necessária. Normalmente diriam que isso é uma mentira, e citariam como exemplo os saxões dizimando os celtas onde hoje se conhece como Inglaterra. Mas e os que vieram para a América séculos antes dela ser "descoberta"? Seriam eles tão "racistas" que não queriam viver em uma terra cheia de índios? Então por que existem tantas evidências de ruínas de construções que seguiam os mesmos padrões que se encontram na Europa?

Ao contrário dos povos que foram "instruídos" por certos grupos mercantes – normalmente vindos do Oriente Médio – os povos germânicos não buscavam uma forma de "dominar o mundo", ou de converter os demais povos, muito menos de incitar o medo da fúria divina.

Mesmo tendo seus deuses, seus rituais e sua cosmovisão muitas vezes diferenciada, os povos germânicos viviam pela e para a sua própria sociedade, mas de modo livre e independente. A vontade de se mostrar forte e não precisar de ajuda divina era o que mantinha o sentimento de orgulho dos povos germânicos. Mesmo não tendo ligação direta com isso, uma analogia muito interessante se vê no filme "Conan, o Bárbaro", no momento em que Conan reza pra Crom pedindo ajuda, mas deixando claro que seu deus deveria "se ferrar" caso não o ajudasse.

Pode parecer repetitivo. Mas já notaram que a decadência dos povos germânicos – para não usar o termo "pagão" – se deu quando os mesmos passaram a querer conquistar mais terras e mais riquezas? Com isso começaram a ocorrer muitas assimilações culturais, que normalmente acompanhavam muitas conversões para o Cristianismo – para que assim pudessem se casar com as filhas dos reis derrotados e apossarem-se "legalmente" das terras. Desse modo, o livre arbítrio ia desaparecendo rapidamente. Isso pode significar que o "paganismo" – tão citado por pessoas culturalmente influenciadas pelos povos vindos do Oriente Médio – só se mantém vivo quando se mantém afastado das classes sacerdotais monetariamente obcecadas. Ou seja, o livre arbítrio deixa de existir perante a ganância e a submissão religiosa.

O mesmo Epicuro – que tanto falava da paradoxal crença e submissão divina – percebia que as pessoas facilmente se afastavam da verdadeira função da religião e dos deuses. Ele já citava que os deuses não interferiam diretamente na vida das pessoas, talvez até por não terem motivo pra algo tão mesquinho. Para ele, os deuses deveriam ser vistos como exemplos para os homens de uma sociedade homogênea, pois conviviam em perfeita harmonia, independente de suas diferenças – uma vez que os deuses teriam como objetivo manterem-se eternizados e vistos como modelos. Para ele, dores e sofrimentos físicos poderiam ser combatidos sem a intervenção divina, assim como as mazelas da sociedade. Epicuro também citava que as únicas dores incuráveis eram as dores que perturbavam a alma.

Pessoalmente, acredito que o problema se encontra justamente no conceito de alma. A alma por si só não passa de uma prisão, e quando a mesma se encontra doentia, o homem se torna ainda mais preso e dependente de crenças que tiram de vez a sua liberdade – ou que ferem a liberdade alheia.

Mas cultuar divindades regionalistas ou específicas não são de todo ruim, pois isso gera um certo sentimento de orgulho. Desde que esse orgulho não seja extremista e burro, serve para unir pessoas que possuem as mesmas características em um objetivo comum de sobrevivência e manutenção cultural e racial. Mas isso não é tão simples, uma vez que o orgulho burro surge facilmente quando um grupo qualquer resolve difundir a cultura para o meio externo de forma doutrinadora, onde normalmente surgem "sacerdotes" – e funciona mais ou menos como um modo de converter os demais. Grupos assim normalmente acham que estão agindo certo, mas acabam "impondo o livre arbítrio" para as pessoas – o que desclassifica claramente o ato.

Conforme as crenças germânicas, após a morte, as pessoas podiam viver eternamente nos salões de Walhalla quando puras e merecedoras, ou poderiam renascer para outra nova chance. Com isso, as pessoas normalmente mergulhavam nos seus objetivos sem medo e sem a necessidade de "muletas culturais". Pode-se entender, até mesmo em tempos modernos, que uma pessoa não deve temer a morte, uma vez que após a morte ela apenas passa a "viver em outro contexto". Então, do mesmo modo que nossos antepassados, podemos viver livres e em prol de uma sociedade homogênea – mas sem a necessidade de uma segregação física ou dominação alheia de nenhuma natureza.

Se podemos viver de forma plena e livre, por que alguns sentem a necessidade de recorrer a um "suposto ser" que se diz – ou que dizem – ser onisciente e onipotente? Aliás, segundo escrituras, mandamentos ou leis de livros sagrados de diversas religiões que seguem o deus do Oriente Médio, eu não teria nem mesmo como estar escrevendo um texto como esse. Ou pior, para alguns, talvez eu estivesse sendo influenciado por algum ser "maligno" – mas como eu realmente NÃO acredito em cobras falantes...

A frase "aqui se faz, aqui se paga" é a prova de que o livre arbítrio vive no espírito das pessoas de forma inconsciente – e ofuscado pela ingenuidade. O engraçado é que essa frase normalmente é dita pelas mesmas pessoas que dizem "se morreu foi porque Deus quis". Falando em povo germânico, podemos citar como exemplo Childerico, o rei dos Francos e descendente de Merovigian. Childerico com suas conquistas acabou abusando do poder que tinha como rei, e acabou sendo deposto pelo próprio povo sem a necessidade do uso de armas – mesmo sem a existência de uma democracia. Depois de tal acontecimento, Childerico sabendo do que fez – e pagando por seu ato – foi parar na Thuringia. Mas mesmo com seu histórico de abusos, Childerico era peça vital para os Francos, que decidiram "perdoar" seus erros em prol da própria sobrevivência. Childerico então voltou, trazendo aliados e vitórias, e se redimindo pelos erros do passado. Isso prova que a pessoa paga em vida pelas coisas que faz; mas também prova que todos os povos, mesmo livres, precisam de um líder para os guiar - e que esse líder serve para unificar o pensamento das pessoas numa só direção, e não simplesmente para "mandar".

Uma pessoa livre não precisa fazer de tudo, mas sim o necessário.

Agora eu pergunto: Se a Alemanha tivesse ganhado a II Guerra, ela teria dominado o mundo ou somente derrotado os que tentam dominá-lo? A resposta se encontra nos dias atuais...


domingo, 10 de janeiro de 2010

Receita: Cyser

O Hidromel, conhecido como Met na Alemanha, Mead nos países de língua inglesa ou Mjöd na Escandinávia, é a bebida fermentada mais antiga conhecida no mundo. Basicamente mel e água fermentado por fungos que se criavam no favo em poços ou tambores tampados. Mas a bebida não ficou somente nisso, com o passar dos tempos, cada povo desenvolveu sua própria receita com seus próprios "tempeiros". Um dos tipos diferentes mais comuns foi o Cyser, que eram feito com a adição de pedaços de maçã, ou suco puro da mesma. A bebida era muito comum entre os povos germânicos que mais tarde foram chamados de "francos", ou seja, oeste da Alemanha e boa parte da França.

Diferente do Hidromel, seja seco ou suave, o Cyser é azedo - mais ou menos, conforme a quantidade de maçã colocada - e dá uma sensação de ser mais forte. Seu aroma é facilmente indentificável, o cheiro doce do mel prevalece, mas nota-se facilmente o cheiro da maçã. No paladar a mudança é maior, pois mesmo com o gosto do mel, prevalece um gosto mais ácido - junto com aquele velho conhecido "soco na garganta".

De aparência não difere muito do Hidromel, é um pouco turvo e tem uma cor que lembra um ambar levemente dourado (de amarelo para dourado, assim dizendo). Depois de pronto e maturado não deve apresentar "espuma" ou "bolhas".

Depois de maturado e envelhecido, se torna uma bebida mais "refinada", chega a lembrar até um vinho branco seco, embora de modo diferente. É uma bebida forte, não agrada qualquer tipo de pessoa.

De acordo com BJCP Style Guidelines 2008 - um livro para certificação de juizes de competições de brassagens - lembra um pouco o gosto do Calvados - uma bebida destilada, feita com suco de maçã no norte da França, e lógico, com nome protegido, ou seja, que só pode ser feito no norte da França.

Bom, se fosse para seguir as antigas tradições - o que seria o correto - deveríamos fermentar em barris ou baldes de madeira, preferencialmente lacrados por piche, maturar em jarros metálicos ou de cerâmica e usar o fermento do próprio favo ou do pau de mexer mosto (longa história). Mas isso requer uma certa experiência no trato com bebidas. Vamos então usar um modo mais prático, pelo menos até que se aprenda o processo básico.

Agora vamos ao que interessa: A Receita.

Ingredientes:
- 20L de água (de preferência mineral)
- de 2 a 3 Kg de mel puro
- 1 ou 2 maçãs verdes grandes
- fermento

Antes do preparo, gostaria de falar sobre o fermento. Existem 2 tipos de fermentos que podem ser usados aqui. Ambos funcionam, mas o gosto muda um pouco. O certo seria usar fermento criado do próprio favo de mel, mas isso demora demais, fazendo com que a fermentação dure muito tempo, e antes disso, necessitando que se crie um pioneiro - mas isso tratarei em tempos futuros. Aqui nessa receita recomendo a usar fermento comum de pão - Saccharomyces cerevisiae. Um exemplo bem famoso e encontrado em qualquer mercadinho é o fermento biológico Fleischmann.

Preparo:
- Coloque para ferver uns 4 ou 5 litros de água.
- Pouco antes da fervura, adicione todo o mel e mexa com uma colher de pau até que se dilua. Isso leva entre 3 e 5 minutos.
- Desligue e deixe esfriar tampado (senão virão muitas abelhas). Lave bem todo o material usado, pelo mensmo motivo.
- Depois de frio, nota-se que há uma espuma branca, que deve ser totalmente tirada.
- Coloque essa mistura no fermentador, e misture com mais uns 10 litros de água.
- Certifique-se de que está na temperatuda ambiente, então coloque o fermento. Pouco, algo como uma colherzinha de café. Misture bem.
- Corte a(s) maçã(s) em cubos e jogue na mistura.
- Lacre bem, para que não haja intercâmbio com o ambiente.
- Cubra tudo com um pano escuro, ou um saco preto. Ou deixe em um lugar que não haja contato com a luz. Deixe fermentar.

Fermentação:
- Não existe um tempo exato de fermentação, mas normalmente dura uns 90 dias.
- O fermento irá se multiplicar na primeira semana.
- Nos primeiros dias o fermento estará em cima da mistura, e aos poucos vai baixando para o fundo, deixando a bebida extremamente turva nesse período.
- A bebida vai ficando translúcida conforme a fermentação vai chegando ao fim.
- Durante esse tempo é bom que sejam tiradas pequenas amostras para prova. Não tenha medo, ela pode ser bebida mesmo não estando pronta.
- Após o término da fermentação, a bebida deve ser decantada, para que diminua ao máximo a quantidade de fermento. Após isso, deverá maturar.

Maturação:
- Divida a bebida fermentada em garrafas ou garrafões de vidro, novamente cuidando para que não sejam enchidas até a boca.
- Deixe descançar por 1 ou 2 semanas.
- Caso haja depósito de materiais (fermentos ou impurezasa) no fundo das garrafas, decante mais uma vez.

Pronto. Já pode ser bebida. Mas como qualquer vinho, quanto mais tempo maturando, mais "fina" fica. O gosto muda drasticamente com o passar de 2 ou 3 meses de maturação, e mesmo sendo forte, ela fica mais suave - quem entende de vinhos ou whisky sabe o que quero dizer.

Cuidados:
- Para a cuba de fermentação, no caso de um garrafão, use o tipo PET (transparente, e meio "molenga" quando cheio), pois o PP ou PVC (fosco) é microscopicamente poroso e propócio a contaminação.
- Jamais use água tratada (principalmente da rede, pois possui cloro, fluor e demais componentes químicos que matarão a levedura)
- Certifique-se que a água seja mesmo minral, pois existem muitas empresas que comercializam água tratada em garrafões de 10 e 20 litros.
- Dê preferência para águas minerais com um PH mais neutro
- Se for usar água de nascentes, ferva toda ela, além de se certificar que é uma nascente limpa e sem muito contato com animais maiores como cachorros, gatos, vacas e pessoas.
- Não aconselho o uso de água de poços, mas no caso do seu uso, ferva e depois dacante.
- Não encha a cuba de fermentação acima de 3/4 dos recipiente, sob risco de vazamento, e com isso a contaminação, ou até mesmo de explosão em casos mais extremos.

Para fazer a cuba de fermentação:
- Pegue um garrafão de água.
- Faça um pequeno furo na tampa e coloque uma mangueira de aquário que deve ficar dentro do garrafão e sem contato com o líquido.
- A outra ponta da mangueira deve ficar dentro de um copo com álcool. Isso servira para que, sem contato com o ar, seja liberado o gás da fermentação, evitando assim vazamentos e possíveis explosões.
- Isole a mangueira e a tampa com fita ou massa.

A seguir, uma imagem de como fazer a cuba, e 2 fotos da bebida pronta.




























É só. Boa bebida e boa ressaca...

Pomeranos

Como essa semana se inicia a Festa Pomerana - uma das poucas festas que ainda mantém alguma tradição e não está voltada somente para trazer turistas beberrões e ferristas de outros estados - decidimos falar um pouco do povo pomerano. Essa é a festa mais alemã da região. Espera aí, alemã ou pomerana?

Ao contrário do que muitos pensam, pomeranos não são bem, digamos, alemães. No Brasil são chamados de alemães por serem parecidos etnicamente e culturalmente com alemães, por terem um idioma germânico, e por agirem também de modo semelhante no trato social, sua arquitetura também é semelhante. Além dessas semelhanças, os pomeranos foram expulsos da Polônia ao fim da II Guerra de forma desumana, o que ajudou um pouco no pensamento de que os pomeranos são alemães - até porque, eles utilizavam cidadania alemã por aqui. Outro fator é a ignorância comum dos "países do novo mundo", que acham que todo alemão é loiro e todo loiro é alemão; e como os pomeranos são tipicamente loiros e muito brancos...

Do ponto de vista genético, os pomeranos são aparentados com os poloneses. Os Wendes, povo nômade oriundo do lado oriental, ocuparam a região histórica da Pomerânia ao longo da costa do Mar Báltico entre os rios Oder e Vístula desde o século 6 dC. Os poloneses os ameaçavam constantemente, pois queriam parte da Pomerânia que lhes daria o acesso ao mar. Isso durou até meados do Século XXI, quando os povos germânicos estavam em crescente expansão e coemçaram a se espalhar pela região da Pomerânia. Mesmo sendo eslavos, os pomeranos foram os maiores inimigos dos poloneses, e para garantir seu território e fazer frente aos poloneses, os pomeranos "se entregaram" pacificamente aos povos germânicos, que estavam mais desenvolvidos na agricultura e na guerra, e com isso foram muito influenciados pelos mesmos. Acredita-se que o idioma pomerano, Pommerisch, foi fortemente influenciado pelo alemão, Plattdeutsch.

Com aproximadamente 900 anos de convivência, e certeiros casamentos entre pomeranos e alemães, a maioria dos pomeranos puros ainda conseguiram se manter até os dias de hoje, uma vez que podemos notar que os pomeranos tem traços muito mais bem definidos que os alemães - geralmente são bem mais brancos, são de maioria loira, e embora tenham estaturas parecidas, são mais facilmente reconhecíveis do que os alemães em si.

Como faziam parte do Reino da Prussia, ficaram de vez conhecidos como alemães, mesmo depois quando grande parte do seu território foi anexado à Polônia. Com isso, ao fim da II Guerra a região da Pomerânia, praticamente destruida, foi dividida, sendo que uma pequena parte ficasse com a Alemanha Oriental, e a maior parte com a Polônia. Os poloneses resolveram expulsar os pomeranos do "seu território" de modo cruel, tomando casas e tudo que podiam, fanzendo com que muitos pomeranos fugissem somente com a roupa do corpo e algumas bugigangas. Com isso muitos se instalassem na Alemanha Ocidental, outros procuraram abrigo em colônias germânicas pelo mundo - como Brasil e EUA.

Quando atracaram no Brasil, em meados do Século XIX, assim como os alemães, os pomeranos tiveram os mesmo problemas de adaptação, como sobreviver com carne de pequenas caças, feijão e aipim, até que voltassem a cultivar suas batatas e seu gado, o que demorou muitos anos, já que precisavam pagar as terras que lhes foram cedidas para colonizar, abrir ruas e afastar os índios - no fim, assim como os alemães, também foram enganados, perderam terras e continuavam pobres, mesmo depois de tanto trabalho árduo. Junto com esses problemas, as diferenças entre os católicos e luteranos causaram diversos conflitos e dividiram colônias.

Em alguns lugares, ou algumas famílias, existem certas rixas entre alemães e pomeranos. A maioria delas provenientes de preconceitos que envolvem dinheiro, principalmente aqui no Sul, onde os alemães já se encontravam "fixados" bem antes dos primeiros imigrantes pomeranos, e com isso já possuiam um certo capital. Outro preconceito seria mais cultural, pois os alemães eram um pouco mais instruídos - como exemplo podemos citar que não existe uma grafia oficial do idioma pomerano; e quando isso acontece, normalmente só os pomeranos conseguem ler, mesmo os idiomas sendo rasoavelmente semelhantes quando falados.

De qualquer modo, com culturas muito parecidas, não houveram tantas divisões para que os povos não se entendessem. Em Pomerode, que fica na região de Blumenau - e que na época era uma colônia exclusivamente alemã - deu-se uma certa mistura e pode-se ver que o idioma que predominava entre as famílias era o Plattdeutsch. Creio que devido a isso os pomerodenses sejam considerados tipicamente mais como alemães, mesmo que não geneticamente puros, mas culturalmente assimilados.

A própria Festa Pomerana, de Pomerode, em si, traz muito mais eventos baseados na cultura colonial germânica do que pomerana. Nesse caso, acho que pode ser chamada de "a festa mais alemã do Brasil", assim como afirmam que sua cidade é "a cidade mais alemã do Brasil". Felizmente a Festa Pomerana presa, embora não totalmente, muito mais os bons costumes e a cultura germânica, num ambiente onde não vemos música eletrônica, sertaneja, trilhas sonoras de filmes homossexuais ou "pagodes", não vemos abusos do povo, não vemos sacanagem e até os políciais são alegres por, normalmente, não se incomodarem com os participantes da festa. Esperamos que seja sempre assim, já que a Oktoberfest - até mesmo a de Blumenau, que "se esforça" para manter os costumes - está deixando de ser uma festa germânica.

De qualquer modo, sejam pomeranos ou alemães, ajudaram não só a criar a região, como desenvolveram e consolidaram a mesma. E com isso, são dignos não só de reconhecimento, como também de admiração.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A Alemanha no Sec. XIX

A Alemanha, com o domínio dos romanos que atingiu estados alemães, procurava, através da sua confederação, auto afirmar-se no cenário europeu. Opôs-se ao projeto expansionista do Império Romano no mundo, garantindo a sua autonomia. Como nação livre, desenvolveu, muitas vezes, uma hegemonia política e territorial, garantindo espaço aos alemães. No início do século XIX, derrotadas as intenções protecionistas de Napoleão, faltava à Prússia derrotar o ministro Müternich, então ministro austríaco, que coordenava a Confederação Germânica, criada em 1815 e mantinha os alemães divididos.

Na Prússia, os Junkers (denominação que se dava aos grandes proprietários nobres) eram contrários à unificação alemã. A Confederação Germânica era uma inspiração austríaca e era formada de 39 estados soberanos, representados na Dieta de Frankfurt, porém sem força política. De outra forma, a Prússia assumia princípios claramente absolutistas. Apenas os estados sulinos da Alemanha assumiram em suas constituições idéias conservadoras francesas. Já a Prússia, pela sua visão mais liberal, experimentava um palpável crescimento econômico. A própria união aduaneira, criada nesta época, veio contribuir para lançar as bases da unidade econômica, das quais se excluía a Áustria. Em 1840, coroava-se Frederico Guilherme IV, que apoiava a unificação, oferecendo novo talento ao liberalismo, porém de pouca duração, uma vez que o próprio rei alia-se à aristocracia alemã, deixando ao Landtagpapel de mera assembléia consultiva.

A partir de 1847 iniciam-se constantes agitações republicanas e socialistas, provocadas pela revolução industrial, uma vez que as máquinas substituíam, lentamente, o trabalho braçal. Nestas perturbações questionava-se o desemprego, a redução de salários e a carestia provocados pela nova mentalidade capitalista.

Em 1848, Karl Marx publica o seu famoso Manifesto Comunista. Nele Marx alerta os trabalhadores da exploração capitalista. Conclama os alemães a se manterem unidos juntamente á pequena burguesia para, conjuntamente, destruírem o absolutismo e os restos feudais ainda existentes na Europa. Nesse ano, forças reacionárias socialistas de Paris expandiram-se pela Prússia. Opunham-se e lutavam contra o domínio dos Junkers, exigindo a implantação do parlamentarismo. Os ânimos acirravam-se a tal ponto de o povo erguer barricadas contra o exército. Com o objetivo de desarmar os ânimos exaltados, o rei prometeu uma constituição elaborada pela Assembléia eleita por voto universal e uma nova Alemanha liberal. Porém, em 1848, o próprio rei dissolvia a Assembléia e restaurava, parcialmente, o absolutismo contestado pelo proletariado e pela pequena burguesia. Controlava-se o legislativo e se classificava a população pelo seu poder econômico. Em 1848, Frederico reprimiu uma rebelião popular. Recusando a coroa de imperador, dissolvendo a Assembléia. Chega 1850 e encontramos uma Alemanha dividida em dois grandes eixos: o prussiano e o austríaco. Desencadeiam-se, nestes territórios, amplas perseguições contra o nacionalismo alemão. O grande estadista da unificação alemã viria a ser Otto von Bismarck. Afastou a burguesia da política e associou os donos do poder econômico aos Junkers. Desta forma conseguiu transformar a década de 1850 a 1860 num grande período de real desenvolvimento econômico.

Na Silésia e no Ruhr surgiram os primeiros grandes conglomerados empresariais. A uniãoaduaneira estendeu-se até Hannover. Otto von Bismarck tornou-se, como primeiro-ministro, o homem forte da Alemanha. Entendia que as mudanças necessárias na Alemanha deviam ser implantadas pela força militar e não com discursos e decisões supérfluos.

Reorganizou o exército prussiano e enfrentou o parlamento com a ditadura. Neutralizou Napoleão III e o Czar, fez frente à Áustria, vencendo-a em relação ao Zollverein. Declarou guerra à Áustria, derrotando-a em 1866. Criou a Federação Alemã do Norte, liderada pela Prússia e ligada ao Sul da Alemanha. Como o Sul da Alemanha possuía maioria católica e o norte, maioria evangélica, o Sul não se conformava com o domínio da maioria protestante. Com o objetivo de irmanar as duas Alemanhas, Bismarck declarou guerra contra a França. A estratégia alcançou seus objetivos. A guerra franco-prussiana (1870-1871), decisivamente, trouxe a unificação e a convivência pacífica entre protestantes e católicos. Em 1871, Guilherme I foi coroado, em Vesalhes, Imperador da Alemanha. Passou a dominar a maior parte do Vale do Reno. Grande vitória. Transformou a Alemanha em Estado Federal (Bundesstaat), formado por 26 estados soberanos. Com a nova organização política que se passou a desenvolver, os três últimos decênios do século XIX, a Alemanha experimentou um virtual crescimento econômico. Expandiram-se as estradas de ferro. Aconteceu a unificação de bancos, havendo maior controle financeiro e palpável aumento das receitas. Cresceu a indústria carbonífera, entre tantos outros. Esquecia-se, porém, uma justa reforma agrária e distribuição de renda. Os grandes proprietários possuíam a maior parte das terras que permaneciam improdutivas, enquanto dois milhões de pequenos agricultores, com dificuldades, sobreviviam nas diminutas áreas que cultivavam, muitas vezes insuficientes para o próprio sustento. Continuava a exploração sobre o homem do campo e o operário, que recebiam baixa remuneração e sem garantias. Tudo isso gerava novas crises e fome. Constantes eram as agitações operárias, normalmente acompanhadas de ideologias socialistas, como alternativas para dias melhores, de maior justiça social. Enquanto se esquecia do proletariado, o governo de Guilherme II completava (1871 – 1914) a unificação política interna da Alemanha, ensejando uma política de expansionismo imperialista que, no século seguinte, conduziria o país à catastrófica Primeira Grande Guerra Mundial.

Historicamente, a Alemanha era um conjunto de estados em constante convulsão sócio-política no século XIX, século da emigração de muitos alemães para as novas terras. Evidentemente, os acontecimentos vividos na Alemanha eram amargos e doloridos, todavia, contribuíram para consolidar a grande nação alemã, unificada, forte e rica de hoje. Este intróito histórico julgamos necessário para compreender um pouco melhor as causas das imigrações alemãs. Muitos alemães não suportavam as conseqüências desse processo de transformação. De outro lado, o espírito empreendedor de muitos alemães, extrapolando o próprio momento histórico, conduzia centenas de cidadãos conscientes de sua responsabilidade social e, sobretudo, familiar para o além-mar. Colônias do além-mar, ofuscavam com promessas de glória e cativavam os emigrantes europeus, uma vez que a pátria européia, tão tumultuada e massacrada, não oferecia perspectivas de estabilidade político-social e econômica, nem garantias sólidas para a construção do futuro do cidadão e de sua descendência. Aqui estariam distantes do turbilhão de éias convulsivas de toda a ordem que gravitavam na atmosfera européia. Aceitar o aceno do Imperador da Colônia Portuguesa, sem dúvida, seria um bom alvitre. As propagandas alvissareiras sobre o Brasil eram cativantes. Era preciso conferir “in loco’.

Créditos ao camarada Lohmann, que enviou esse texto a um bom tempo atrás...
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